Em nota de imprensa, Vasco Cordeiro espera, para o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, “fruto de um trabalho que tem sido feito ao nível da Assembleia Legislativa Regional, de reforço da autonomia”, que a proximidade do Presidente com a Assembleia da República e o seu conhecimento da região “se traduza numa defesa e num reforço” da autonomia, “que é uma forma particular” de viver “a Portugalidade”.

O líder da estrutura regional socialista sublinha que, da mesma forma que apoiou o candidato social-democrata, “muitos eleitores do Partido Socialista, e muitos açorianos, de forma expressiva o fizeram também”.

Mas “houve também militantes do Partido Socialista que, nesse exercício de liberdade, optaram por outras candidaturas”, reconhece, referindo-se à orientação de liberdade de voto no PS, que não apoiou formalmente nenhum candidato às eleições presidenciais deste domingo.

Para os próximos cinco anos, o ex-presidente do Governo Regional dos Açores deseja “muitas repetições de momentos como aquele que vivemos a propósito da promulgação da Lei do Mar”.

Vasco Cordeiro está satisfeito com a redução da abstenção, “sobretudo num contexto em que se receava que essa abstenção aumentasse”, destaca.

Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de domingo, com 60,70% dos votos.

Segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral, Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada, com 12,97%.

André Ventura surge em terceiro, com 11,90%, seguido de João Ferreira, com 4,32% e de Marisa Matias, com 3,95%.

O estreante Tiago Mayan Gonçalves obteve 3,22% dos votos e Vitorino Silva, na segunda vez que se candidata à presidência da República, foi o candidato menos votado, com 2,94%.