Vasco Cordeiro espera que Cofaco responda “rapidamente” a questões sobre fábrica

O presidente do Governo dos Açores disse hoje que aguarda que a Cofaco dê as respostas às questões colocadas no âmbito da candidatura para a construção de uma nova fábrica, de modo a que seja “rapidamente” ultrapassada a situação.

“Aquilo que a administração da Cofaco diz confirmou tudo aquilo que o Governo já tinha dito quanto ao compromisso de construção de uma nova fábrica. Agora, é preciso é que isto decorra: as respostas da Cofaco às questões que foram colocadas no âmbito da análise de processo e a construção da fábrica para rapidamente podermos ultrapassar a situação”, salientou Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo açoriano falava em declarações aos jornalistas, em Água de Pau, ilha de São Miguel, à margem de uma visita à Escola Básica Integrada.

Questionado sobre as garantias deixadas na quarta-feira pela administração da Cofaco, ouvida no parlamento açoriano, o chefe do executivo açoriano salientou ainda que este “é um processo que está a decorrer”.

Na quarta-feira, a Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores esteve a ouvir o administrador da Cofaco Telmo Magalhães, numa audição à porta fechada, no Pico, tendo este garantido no final que até “janeiro de 2020” há condições para a fábrica estar ativa.

“Estamos no início de um percurso que culminará com uma fábrica nova (…) o que se prevê que ocorra num prazo de sensivelmente 18 meses”, sustentou Telmo Magalhães, aos jornalistas depois de ouvido na comissão.

O projeto da fábrica está orçamentado em cerca de sete milhões de euros e aguarda agora parecer do Governo Regional dos Açores.

Questionado sobre os planos para os trabalhadores da empresa agora despedidos, o responsável referiu que a empresa não tem “outras soluções para os postos de trabalho” a criar que não passem pelos trabalhadores agora dispensados.

A nova fábrica deverá arrancar com 100 trabalhadores, sendo previsível que passe para os 150 num período breve de tempo e “podendo ir até aos 250” efetivos, garantiu Telmo Magalhães.

No mesmo dia foi também ouvido em sede de comissão o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Meneses, que disse que, “se tudo correr bem”, a candidatura da conserveira Cofaco para a construção de uma nova fábrica do Pico pode ser aprovada “no fim do mês”.

“A responsabilidade agora está do lado da Cofaco, de responder às questões colocadas. Da nossa parte, os prazos estão muito claros. Se tudo correr bem, talvez no final deste mês possamos ter a candidatura aprovada”, sustentou.

O executivo aguarda agora que a Cofaco faça um aumento de capital de cerca de um milhão de euros e resolva um “pequeno pormenor” num equipamento que pretende adquirir, querendo o Governo Regional saber por que motivo a conserveira quer adquirir esse equipamento ao invés de outros dois orçamentados num menor valor.

Foi através do Sindicato de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores que se soube, em 09 de janeiro, que a administração da conserveira, dona, por exemplo, da fábrica Bom Petisco, se havia reunido com os trabalhadores da empresa no Pico para os informar de que todos seriam despedidos — com direito a indemnização e fundo de desemprego –, deixando a Cofaco de laborar naquela ilha até à construção de uma nova fábrica.

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