Vasco Cordeiro acompanha visita do PR a estragos provocados pelo Furacão “Lorenzo” nas Flores e no Faial

O Presidente do Governo dos Açores acompanhou hoje a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aos locais afetados pela passagem do furacão Lorenzo, no início deste mês, nas ilhas das Flores e Faial.

Na ilha das Flores, Vasco Cordeiro e Marcelo Rebelo de Sousa deslocaram-se, ao fim da manhã, ao porto das Lajes, que sofreu a destruição completa do molhe e do cais comercial, na sequência da forte ondulação registada na madrugada de 02 de outubro, visitando depois os estragos no porto das Poças, em Santa Cruz.

Já na ilha do Faial, o Presidente do Governo acompanhou o Presidente da República na visita às zonas do Porto Pim, Castelo e Pasteleiro e na Feteira, onde se registaram inundações em várias moradias e estabelecimentos comerciais na madrugada e manhã de 02 de outubro.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente do Governo salientou o “interesse permanente, a atenção e o cuidado” que tem sido manifestado pelo Presidente da República antes, durante e depois da passagem do furacão Lorenzo pelos Açores.

“Antes, durante e depois da passagem do furacão, quer da parte do senhor Presidente da República, quer da parte do senhor Primeiro-Ministro, houve um interesse permanente em relação à forma como as coisas evoluíram e estão a evoluir”, referiu Vasco Cordeiro.

Segundo o Presidente do Governo, que se reúne segunda-feira, em Lisboa, com o Primeiro-Ministro, António Costa, este encontro será, assim, “mais um passo” no processo de reconstrução dos estragos que foram estimados em cerca de 330 milhões de euros na Região, “uma luta que vai exigir algum tempo para se poder normalizar essa situação”.

“Precisamos de ter a consciência que este é um contexto especial em que podem existir perturbações ao nível do abastecimento à ilha das Flores. Por isso, é que estamos já a projetar uma intervenção provisória para maior proteção da atual zona de operações de carga e descarga de mercadorias”, afirmou Vasco Cordeiro.

“Para além disso, há um conjunto de passos que estão a ser dados, não apenas na ilha das Flores, que tem a situação mais dramática, mas em todas as ilhas onde se registaram danos muito significativos em infraestruturas portuárias”, disse o Presidente do Governo.

Toda a parte relativa à elaboração dos projetos para a recuperação dessas infraestruturas já está em andamento, assegurou Vasco Cordeiro, ao alertar que não se pode, porém, ter a “ilusão de pensar que, depois de ter ficado o porto das Lajes todo destruído, as coisas vão decorrer como sempre decorreram”.

“Quer da parte dos privados, do ponto de vista do planeamento do seu abastecimento, como da parte pública, com toda a montagem desta operação, há todo este trabalho conjunto para fazermos, com a conjuntura que temos e os meios que temos, o melhor possível”, sublinhou.

“É isso que entendemos que nos é exigido e é isso que estamos a fazer”, disse.

“Há ainda a necessidade de se criar legislação que possa aligeirar processos em termos de contratação pública, com a salvaguarda de toda a transparência de procedimentos que, nestes casos, é imprescindível, para que, rapidamente, possa haver uma intervenção nas áreas que se afiguram mais necessárias”, como é caso, por exemplo, da proteção de orlas costeiras.

No total, o furacão Lorenzo provocou um prejuízo cujo valor se aproxima dos 330 milhões de euros em várias ilhas dos Açores, em áreas como infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária, rede viária e outros equipamentos públicos, na habitação, nas pescas, na agricultura e no setor empresarial privado.

Parte significativa deste montante – mais de 300 milhões de euros – refere-se a estragos estruturais registados em infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária nas ilhas das Flores, Santa Maria, São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial.

Recorde-se que já estão publicadas as Resoluções que preveem a atribuição de apoios a cidadãos e a empresas afetados por esta catástrofe natural, nomeadamente nas áreas da habitação, da pesca, da agricultura e do comércio e serviços.