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O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, anunciou hoje uma ampliação da Unidade de Saúde de Ilha das Flores, para acomodar a fisioterapia, tendo ressalvado que os três médicos de medicina geral são “suficientes”.

José Manuel Bolieiro, que no âmbito da visita estatutária do Governo dos Açores à ilha das Flores visitou hoje aquela unidade de saúde, observou que o corpo clínico da Unidade de Saúde de Ilha das Flores assegura, na distribuição de utentes por médico de família, “uma média de 900 pacientes, estando muito abaixo da média praticada, que anda nos 1.500 a 1.900 por utente”.

Bolieiro referiu que se está a trabalhar nos concursos públicos para contratar médicos de medicina geral e familiar (dois) e enfermeiros (quatro).

O governante afirmou que, “em Saúde, é sempre necessário mais, mas há aqui um grau de satisfação perante o que foi alcançado nos últimos tempos em coordenação entre a secretaria regional da Saúde e Desporto e o Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha das Flores”.

Confrontado com a reivindicação da população das Flores de se aumentar a deslocação de médicos de especialidade para a realização de consultas na ilha, o líder do executivo açoriano referiu que, “em relação a todas as ilhas sem hospital, está-se a trabalhar arduamente para garantir uma melhor regularidade”.

Bolieiro apontou que, no âmbito da deslocação de doentes das Flores, há um “compromisso excecional que as Forças Armadas têm dado, em particular a Força Aérea, resultado da sensibilização feita pelo Governo dos Açores, de assegurar mais um equipa de evacuação médica e um helicóptero”.

No capítulo do acesso à Saúde, o Conselho de Ilha das Flores, de acordo com o seu memorando, a apresentar ao Governo dos Açores, quer “melhorar ainda mais o acesso às consultas da especialidade fora da ilha, reforçando os esforços com os três hospitais da região de forma a continuar a proporcionar a todos os florentinos uma discriminação positiva que traga conforto e segurança a quem recorra a consultas no exterior, quando estas não sejam possíveis na ilha”.

“Deve-se procurar estabilizar o quadro médico do Centro de Saúde, assim como dotar o mesmo quadro do número de enfermeiros, terapeuta da fala, e terapeuta ocupacional, fisioterapeutas, técnicos de análises clínicas e psicólogos, para além do pessoal administrativo e auxiliar indispensável ao seu normal funcionamento”, defende o Conselho de Ilha.

Os conselheiros querem entretanto que seja reposto o acesso às consultas no privado, “nas ilhas que tenham essa oferta, quando o público não consiga dar a resposta adequada”.

Os florentinos pretendem, também, que o serviço de evacuações médicas “seja agilizado por forma a ser mais célere, o que nem sempre acontece”, sugerindo-se que o Governo Regional “deve analisar e imputar responsabilidades quando os atrasos acontecem”.

O Estatuto Político e Administrativo dos Açores determina que o Governo Regional deve visitar pela menos uma vez no ano as ilhas sem secretarias regionais, que são seis.

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