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O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, afirmou, esta sexta-feira, que “uma cidade tem de assegurar direitos, liberdades e garantias fundamentais para todos os que nela vivem, trabalham e visitam”.

O edil, que falava na sessão de abertura da III Semana dos Direitos Humanos, reconheceu que o Direito à Cidade – um direito humano e coletivo – assume cada vez mais importância nos dias que correm e lembrou que este diz respeito não só a todos os que nela habitam, mas também às futuras gerações.

O Presidente reiterou o empenho da Câmara Municipal de Ponta Delgada na reinvenção da cidade, tornando-a mais justa e inclusiva, e apelou ao importante contributo das pessoas e instituições, pois “a necessidade de desenvolver e o pensar a cidade nunca é feito de forma isolada”.

Reconheceu a falta de oferta ao nível de habitação em algumas freguesias do concelho e a dificuldade no acesso à mesma devido aos baixos rendimentos das famílias e, ainda, o facto de muitas habitações não estarem preparadas para acolher pessoas com mobilidade reduzida.

A propósito, Pedro Nascimento Cabral partilhou a experiência recente de percorrer algumas ruas da cidade de olhos vendados, num exercício de empatia para com os invisuais, que permitiu uma sensibilização ainda maior para as dificuldades que as pessoas com deficiência visual – e outro tipo de mobilidade reduzida – sentem no seu dia a dia.

“Todos somos diferentes, mas é esta diferença que nos torna únicos na nossa natureza humana, num imperativo de cultivar valores como a solidariedade e a tolerância”, concluiu o edil, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência que, em Ponta Delgada, coincidiu com o início da Semana dos Direitos Humanos, promovida pela Cresaçor.

O programa começou com uma conversa sobre “Direito à Cidade” conduzida pelo arquiteto João Rebelo Costa e com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, de Francisco Gonçalves da ACAPO e de Ana Silva da Cresaçor.

 

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