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A UGT/Açores reivindicou hoje “aumentos salariais reais”, em linha com o acordo recentemente estabelecido em sede concertação social nacional, alertando para o “sério problema” de falta de mão-de-obra em vários setores na região.

Num comunicado enviado às redações, a UGT aponta a conjuntura económica “particularmente difícil” marcada pela “incerteza e pela inflação crescente”, a subida das taxas de juros e a falta de mão-de-obra em setores como a construção civil, agricultura, turismo, restauração e serviços conexos na Região.

“A solução passa, em primeiro lugar, por se pagar melhores salários, evitando assim a sangria que se tem verificado por via da emigração, mesmo que sazonal”, aponta a UGT/Açores, num comunicado onde constam as reivindicações para 2023.

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A União Geral de Trabalhadores dos Açores defende a “garantia de aumentos salariais reais”, em sede do Conselho Económico e Social dos Açores.

Segundo a UGT, os aumentos devem estar “em linha” com o acordo recentemente firmado em Concertação Social nacional”, através da criação de medidas que “reponham o poder de compra dos trabalhadores e a satisfação dos seus compromissos financeiros, especialmente do salário médio”.

A UGT defende a adaptação dos programas ativos de formação profissional para mitigar “os nefastos efeitos económicos e sociais” devido à crise inflacionista, “à medida dos açorianos que querem trabalhar e auferir um salário condizente com o seu elevado nível de produtividade e bom desempenho profissional”.

“Nunca os substituindo por uma imigração carente e empobrecida, sem qualquer poder reivindicativo, que só contribui para uma sociedade cada vez mais fraturada e tendencialmente sem direitos, não consentânea com o regime democrático, e de resto com o modelo de desenvolvimento económico e social que pretendemos para os Açores”, lê-se no comunicado.

Em 2023 deve ser dada prioridade ao investimento apoiado por fundos comunitários de “forma racional e eficiente”, que permita reabilitar e reforçar o tecido produtivo regional, o setor público empresarial da Região e o acesso à saúde, educação, mobilidade e apoio social, considera a UGT.

A central sindical reivindica uma política de “atração de investimentos, preferencialmente de alto valor acrescentado”, que permita gerar um “emprego duradoiro, sustentável e bem remunerado” e assim fixar trabalhadores e jovens mais qualificados.

Outra das propostas passa pela criação de bolsas de estudo para incentivar a juventude a optar por cursos de formação académica e profissional em áreas onde se verifique uma necessidade efetiva na Região.

Para a UGT, é igualmente necessário criar programas especiais de fixação da população nas ilhas com maior tendência de desertificação, ao nível de incentivos ao investimento e fixação de empresas, da isenção de impostos e taxas, cedência de habitação e majoração salarial.

A UGT quer ainda que as forças de segurança nos Açores recebam a remuneração complementar “em igualdade” com os trabalhadores da administração pública regional e defende o reforço do efetivo da PSP.

A UGT pede uma “atuação robusta e eficaz” das entidades inspetivas, designadamente do trabalho, saúde e segurança social.

Por outro lado, manifesta solidariedade com os bancários reformados pelo fato destes “não terem sido contemplados com a meia pensão atribuída em outubro” a todos os outros pensionistas.

A UGT/Açores reitera a necessidade de “maior rigor e escrutínio” na aplicação dos fundos comunitários provenientes do Programa Operacional (PO) 20/20, do PRR (Plano de Resiliência e Recuperação) e do PO 2021/30.

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