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A UGT defendeu hoje que o Plano e Orçamento dos Açores para 2023 deve ter medidas para colmatar a perda de poder de compra, alertando que os salários estão a ser “esmagados” pela inflação.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o líder do Governo Regional na sede da Presidência em Ponta Delgada, Manuel Pavão, da UGT/Açores, avisou que a atual conjuntura económica está “marcada pela incerteza e pela inflação crescente”.

“Gostaríamos de ver refletido na anteproposta de Plano e Orçamento medidas que colmatassem essa perda de poder de compra, sobretudo nos salários, que têm vindo a ser esmagados”, declarou.

O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), o social-democrata José Manuel Bolieiro, está a receber os parceiros sociais a propósito da elaboração das antepropostas de Plano e Orçamento para 2023, que devem ser discutidos em novembro na Assembleia Regional.

Questionado sobre que medidas podiam ajudar a compensar as consequências da inflação, Manuel Pavão destacou a necessidade de aumentar os salários.

“O ideal seria que os aumentos salariais acompanhassem a taxa de inflação e se incorporasse alguns ganhos de produtividade. Sabemos que este vai ser um ano atípico em termos de crescimento económico face aos decréscimos dos anos anteriores”, vincou.

O sindicalista avançou que o Governo mostrou disponibilidade para discutir uma revisão do complemento salarial à função pública da região.

“Face às pressões inflacionistas que existem neste momento, preocupa-nos, sobretudo, os aumentos salariais. Estamos preocupados com a perda do poder de compra que já se vinha manifestado anteriormente mas que está agravada atualmente”, destacou.

O representante da UGT/Açores pediu ainda “maior rigor e escrutínio” na aplicação dos fundos comunitários, provenientes do Programa Operacional 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência.

“Gostaríamos que ao nível do Plano os investimentos fossem canalizados para investimentos reprodutivos, com garantia de crescimento e de retorno económico efetivo. Que se cativassem as empresas para que, no investimento, tivessem um aperfeiçoamento da sua produção”, acrescentou.

O Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) depende do apoio dos partidos que integram o executivo e daqueles com quem tem acordos de incidência parlamentar (IL, Chega e deputado independente) para ter maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional.

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