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Em declarações à rádio TSF, Graça Freitas adiantou que, “tratando-se de uma nova variante”, vão avançar com “uma identificação mais alargada dos contactos e proceder ao seu isolamento”.

Segundo a diretora-geral da Saúde, essas pessoas vão ser submetidas a um plano de testagem muito rigoroso, com o objetivo de quebrar cadeias de transmissão.

“Tratando-se de uma nova variante, temos de apertar a malha”, sublinhou.

Questionada sobre o plano que está a ser feito para conter a propagação desta nova variante, explicou que autoridades de saúde fazem a vigilância epidemiológica, o isolamento dos contactos e a testagem desses contactos.

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“O INSA [Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge] fará o trabalho de identificar o vírus e saber se [os casos] pertencem ou não à nova variante e, portanto. estão estas duas frentes a trabalhar ativamente”, disse.

“Há um isolamento mais proativo, mais intenso e uma testagem também mais intensa dos contactos e, portanto, isso é o plano que está neste momento a ser feito e é o que nós podemos fazer”, vincou.

Graça Freitas reiterou ainda o apelo às pessoas que tenham viajado da África Austral ou de países em que haja a variante que automonitorizem os seus sintomas e que entrem em contacto com o SNS 24.

Em relação às autoridades de saúde pediu para “mais uma vez” estarem “muito atentos” nos inquéritos epidemiológicos a possíveis ligações epidemiológicas dos casos que encontram e a outros casos que possam ter viajado para sítios onde a variante está a circular ou se os próprios casos vieram de outros locais.

Alertou ainda que “os vírus circulam e se esta variante tiver muita competência, por ser uma variante muito transmissível, vai instalar-se vai propagar-se por todo o mundo”.

“Temos que estar continuamente alerta porque de facto a pandemia não acabou e estas variantes podem surgir em qualquer sítio, sobretudo, em sítios que estão pouco vacinados porque há a possibilidade de isso acontecer e a possibilidade de uma variante se propagar, como disse a Organização Mundial da Saúde, para todo o mundo rapidamente”, salientou.

Questionada sobre se o jogo devia ter sido adiado, afirmou que não é uma competência das autoridades da saúde.

“O que acontece em termos de desporto não é da nossa competência, portanto, será de competência dos clubes da Liga, do que for, mas não é da competência da Saúde que isso fique absolutamente claro”, esclareceu Graça Freitas.

À saúde, rematou, “compete identificar doentes, isolar os doentes, procurar os seus contactos, estratificar o risco desses contactos (…) isso é nosso papel e depois às entidades desportivas compete, enfim. planear a parte desportiva do plantel que resta”.

O INSA identificou em Portugal 13 casos da Ómicron, a nova variante do coronavírus, foi hoje anunciado.

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