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Os trabalhadores da elétrica açoriana (EDA) vão realizar uma marcha na quinta-feira até à sede da Presidência do Governo Regional para se manifestarem contra a recusa da administração em negociar aumentos na tabela salarial, foi hoje anunciado.

A partir das 10:00, os funcionários vão sair da sede do grupo EDA em direção ao Palácio de Sant’Ana, sede da Presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, para reivindicar aumentos dos salariais.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Carlos Caetano Martins, explicou que existiram reuniões entre os sindicatos e a administração da empresa, liderada por Nuno Pimentel, até junho.

“Não se tendo chegado a um acordo final” naquelas reuniões, detalha o trabalhador, ficou acordado realizar um primeiro aumento salarial em junho e a abrir uma ronda negocial em setembro para discutir alterações à tabela salarial.

“Chegados a setembro, a postura da administração da empresa mudou completamente. Agora, em vez de quererem negociar a tabela salarial tal como tinha sido acordado no primeiro semestre do ano, apresentaram uma compensação extraordinária pontual”, critica.

Carlos Caetano Martins afirma que tal proposta “criou muito mal-estar entre os trabalhadores e a administração” porque “não foi isso que tinha sido acordado”.

“Não há ainda um valor definido quanto aos aumentos, mas estaríamos à espera de negociar a tabela salarial e não apenas, como agora apresentaram, uma compensação extraordinária pontual”, acrescenta.

Devido à “recusa da administração em negociar”, os trabalhadores solicitaram em outubro um pedido de audiência ao líder do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), o social-democrata José Manuel Bolieiro, mas não obtiveram qualquer resposta.

“Passadas mais de três semanas, ainda não obtivemos qualquer tipo de resposta. Não obstante os vários telefonemas realizados para a Presidência do Governo a questionar pela possibilidade da reunião, não tivemos resposta nenhuma”, reforçou.

A EDA é detida em 50,1% pela Região Autónoma dos Açores, em 39,7% pela ESA – Energia e Serviços dos Açores (grupo Bensaúde), em 10% pela EDP, estando o restante capital social distribuído por pequenos acionistas.

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