Um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP/Açores) enviado às redações sustenta que “os pressupostos que conduziram à paralisação no início de maio permanecem inalterados”, sendo por isso marcado para quinta-feira e sexta-feira uma nova greve dos trabalhadores da RIAC para “pressionar o Governo Regional a retomar o diálogo negocial que introduza justiça na situação laboral” dos funcionários.

O SINTAP reitera que estes trabalhadores da RIAC, que estão sob a tutela da vice-presidência do Governo dos Açores, “têm tarefas e competências cada vez mais abrangentes, complexas, exigentes e de grande responsabilidade, que vão muito além do conteúdo funcional previsto para a carreira do regime geral de assistente técnico”.

De acordo com a estrutura sindical, os funcionários da RIAC “têm desempenhado as suas tarefas com grande empenho e espírito de serviço público e investindo nas suas competências funcionais, formativas e profissionais” com o objetivo de “responder de modo cabal ao alargamento das atribuições e competências da própria RIAC”, perante “uma incompreensível atitude autista e de ausência de diálogo do Governo Regional dos Açores”.

O SINTAP justifica que “não resta por isso aos trabalhadores outra alternativa senão a de recorrer à greve como forma de pressionar o Governo Regional” e “sensibilizar a opinião pública para a necessidade de dignificação e de valorização profissional das suas funções”.

O sindicato adianta ainda que por causa do “autismo” político solicitou ao presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, “uma audiência, cujo agendamento aguarda”.

O presidente da direção da RIAC, Paulo Soares, rejeitou haver qualquer alegado “autismo” por parte da vice-presidência, lembrando que “já foi realizada uma reunião com o SINTAP onde esteve presente o vice-presidente do executivo açoriano”, Sérgio Ávila, e onde “foram debatidas todas as questões que estão em cima da mesa”.

“Foi clarificado na altura que a revindicação de criação de uma carreira especial para os trabalhadores da RIAC não era possível de atender por parte do Governo [Regional], uma vez que não estão reunidos os requisitos legais para o efeito”, explicou Paulo Soares, em declarações à agência Lusa.

O responsável frisou também que tendo em conta que “ficaram totalmente clarificadas as questões” e, “não havendo dai para cá qualquer alteração aos pressupostos, não se encontra justificação de momento para nova reunião”.

Contudo, o executivo açoriano, diz o presidente da RIAC, garante que “está como sempre esteve disponível para dialogar caso hajam novas reivindicações”.

A rede RIAC tem cerca de 130 trabalhadores espalhados pelas nove ilhas do arquipélago.