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Testes para ligações interilhas apenas para voos com origem em São Miguel

O Governo Regional dos Açores adiantou hoje que os testes à covid-19 para passageiros de ligações interilhas passam, a partir de sábado, a ser realizados apenas para viagens com origem em São Miguel.

Foto: JEdgardo Vieira

Na conferência de imprensa em que foi apresentado o boletim de risco semanal dos Açores, em Ponta Delgada, o secretário regional da Saúde e do Desporto, Clélio Meneses, adiantou que o documento revela que, “nas ilhas de transmissão comunitária [São Miguel e Terceira], a única ilha de risco elevado é São Miguel” e, “por isso, nos voos interilhas, apenas é obrigatório teste de São Miguel para todas as outras [ilhas]”.

Esta medida entra em vigor no sábado, assim como todas as outras novas medidas decretadas pelo Governo Regional, com a exceção das cercas sanitárias às freguesias de Rabo de Peixe (concelho da Ribeira Grande) e Ponta Garça (Vila Franca do Campo), que já estão em vigor hoje, esclareceu o governante.

Clélio Meneses explicou que todas as medidas aplicadas na região “são adequadas a cada tempo e a cada espaço”, e que são avaliadas semanalmente, de acordo com a evolução do risco de transmissão comunitária.

Já o presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia de Covid-19, Gustavo Tato Borges, adiantou que serão realizados testes rápidos à população de Rabo de Peixe e de Ponta Garça, que “é o método correto e o método adequado para este rastreio”, mas apenas nas “zonas com mais concentração de casos”.

O levantamento desses locais está agora a ser feito e o esforço de testagem arranca na terça-feira, devendo acontecer durante cerca de três dias, afirmou o especialista, acrescentando que serão testadas menos pessoas do que no anterior rastreio massivo em Rabo de Peixe.

Fora desta testagem estão as pessoas que testaram “positivo nos últimos 90 dias, crianças com menos de 07 anos” e “todas as pessoas que estão em isolamento profilático, à espera de fazer teste de 6.º dia, para fazerem na altura certa”.

Ainda sobre as cercas sanitárias, e quando questionado sobre a sua eficiência, nomeadamente em Rabo de Peixe, onde há queixas de circulação dentro da vila, o responsável pela tutela afirmou que “compete às pessoas cumprir”.

Clélio Meneses destacou que houve um contacto com a Polícia de Segurança Pública, no sentido de reforçar a fiscalização nas freguesias isoladas. Esta força de segurança, disse, garantiu “que ia fazer o possível com os meios existentes”. Porém, lembrou o governante, a PSP é da tutela do Governo da República e o Governo Regional não se deve imiscuir na sua atuação.

A solução, reiterou, parte de cada um, já que “o governo não é dono das pessoas, o governo não é papá das pessoas, para fazer com que as pessoas cumpram” as regras impostas, defendeu.

Na ilha de São Miguel vigora, a partir de sábado, a proibição de circular a partir das 15:00 aos fins de semana, e a partir das 20:00 durante a semana.

Os restaurantes e cafés devem encerrar a partir das 15:00 durante toda a semana, podendo manter serviço de entrega ao domicílio ou `take-away`, e as escolas de toda a ilha estão encerradas.

Estão previstas várias exceções à proibição de circulação na via pública, como deslocações por motivos de saúde, para o trabalho e para a compra de bens essenciais.

O novo diploma do Governo Regional determina ainda o encerramento de ginásios, piscinas cobertas, casinos e estabelecimentos de jogos em toda a ilha de São Miguel.

Os Açores têm 835 casos positivos ativos, sendo 794 em São Miguel, 31 na Terceira, três no Faial, um no Pico e seis nas Flores.

Foram detetados até hoje na região 2.947 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, verificando-se 23 óbitos e 1.991 recuperações.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.543 pessoas dos 528.469 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.