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O Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira (Terinov), nos Açores, angariou, em três anos, mais de 60 projetos empresariais, incluindo 12 ligados a centros de investigação, que começam a ganhar “maturidade”, avançou hoje o diretor executivo.

“Recentemente, o ecossistema do Terinov foi capaz de ver aprovadas candidaturas ao EEA Grants, ao [Horizonte Europa], ao Erasmus+, aos programas operacionais dos Açores, o que mostra que há aqui alguma maturidade científica e tecnológica do ponto de vista das nossas empresas”, afirmou o diretor executivo do Terinov, Duarte Pimentel, em declarações aos jornalistas, à margem de uma sessão de apresentação da estrutura da Agência Nacional para a Inovação (ANI).

A funcionar há três anos, o parque conta atualmente com “61 projetos empresariais e sete entidades científicas”, incluindo 12 empresas que estão “diretamente em projetos que ligam universidades, centros de saber, outros centros de tecnologia, unidades de transferência de conhecimento e de tecnologia”.

“Naturalmente que a presença, dentro do Terinov, de entidades como a Universidade dos Açores ou o Air Centre faz com que haja uma maior evolução nesse sentido e mais rápida também”, apontou Duarte Pimentel.

O Fundo do Conselho Europeu da Inovação, apresentado hoje pela ANI, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, é um dos mecanismos a que este tipo de empresas mais ligadas ciência e à tecnologia podem aceder.

Segundo o diretor executivo do Terinov, cada vez mais as empresas do parque “têm na sua base a economia do conhecimento” e estão despertas para estes fundos.

“Já temos aqui um conjunto de empresas que estão sensíveis para estas temáticas, já conseguiram adquirir, ao longo dos últimos anos, alguma experiência neste tipo de candidaturas e na gestão deste tipo de projetos e neste momento tentam ir a coisas um bocadinho mais competitivas e mais complexas, mas que também trazem mais retorno”, adiantou.

Sofia Bravo, da Agência Nacional de Inovação, disse esperar encontrar no Terinov “potenciais candidatos” aos fundos disponíveis em Portugal para empresas que “desenvolvem novas tecnologias ou que usam muito tecnologia para se tornarem mais competitivas”.

A ANI conta, atualmente, com “pelo menos uma” candidatura de uma empresa com sede dos Açores, mas o objetivo é alargar esse número, até porque as verbas disponíveis são atrativas e podem tornar as empresas portuguesas competitivas no estrangeiro.

“Portugal tem acesso a um fundo europeu que pertence ao [Conselho Europeu de Inovação], que dá até 17,5 milhões às empresas para se poderem preparar para escalar a nível mundial”, avançou Sofia Bravo.

A maior parte das empresas que concorrem a este tipo de apoios nasceu no meio académico e muitos empreendedores são simultaneamente investigadores.

“Este fundo o que faz é agarrar nessas empresas naquela fase em que elas ainda não conseguem financiar-se nos fundos privados. Retira-lhes o risco, ao investir nelas, e dá-lhes aquele fôlego que elas precisam para se prepararem melhor para depois abordarem os mercados mundiais”, explicou a responsável da ANI.

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