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Os utentes da “Casa Manaias”, projeto de inclusão social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, têm em exposição, a partir de hoje, e pelo terceiro ano consecutivo, o Presépio de Natal. A inauguração teve lugar esta manhã no edifício da antiga loja “Zoom”, no canto em baixo da rua do Castilho.

O Presépio estará em exposição de hoje a 6 de janeiro de 2018, entre as 10h00 e as 19h00, sendo que amanhã, Dia das Montras, encerra à meia noite.

Em exposição, estão peças como 21 casas, nove das quais construídas com contraplacado marítimo e 12 com cartão e casca de pinheiro imitando a pedra, dois  moinhos, uma cascata, quatro piões de milho, três fontanários e quatro carroças.

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Fazem ainda parte do mesmo Presépio 135 figuras decorativas, entre as quais a representação de algumas profissões como, por exemplo, talhante, peixeiro, jardineiro, moleiro, padeiro, serralheiro, ferreiro, pastor, guardador de rebanhos, amarrador de ferro, entre muitas outras.

O Presépio da “Casa Manaias” é, ainda, constituído por duas aldeias que representam as tradições da nossa ilha, nomeadamente, a matança do porco, as vindimas e o grupo folclórico, as  pequenas hortas com, abóboras, couves, alfaces, batata doce e tomates, uma moagem da farinha e a preparação do pão no forno de lenha, além das tradicionais festas do Espírito Santo (representadas com um teatro e os foliões) e uma filarmónica.

Quanto aos materiais utilizados no Presépio vão desde a casca de pinheiro e o cartão, passando pelo contraplacado marítimo, tintas, esferovite, achas, troncos de árvore, casca de árvore, canas, palha, folha de milho, grão de milho, cascalho, musgo, farelo,   trigo e ervilhaca, paletes, a azevinhos, oracaias, pinheiros, cedros e plástico.

Presidente orgulhoso pelo trabalho realizado pela “Casa Manaias”

O Presidente da Câmara, que se fez acompanhar pela Vereadora da Ação Social, Maria José Lemos Duarte, deixou, a todos os presentes, uma saudação de orgulho, de enorme satisfação e de gratidão pelo esforço, dedicação e trabalho, destacando o sucesso da iniciativa “Casa Manaias”, com “vantagem para cada um, para as famílias e, sobretudo, para o espírito comunitário que encetamos na estratégia do desenvolvimento social”.

“Este é um momento especial porque releva, também, afetos, sentimentos, tradições, convicções e fé. Estamos na época natalícia que, por referência, também uma época de família, carinhos, de afetividade, de união, de dádiva e de compromisso. É esse conjunto de sentimentos, de valores, de princípios e de atitudes que me faz dizer a todos vós que, assim, vale a pena trabalhar e estar na política. Esta política que estamos a desenvolver na componente social é uma política de serviço, de missão, de pensar nos outros preocupados com as necessidades, com as ambições de pessoas concretas.” – acentuou.

José Manuel Bolieiro recordou que “a “Casa Manaias” foi um projeto que resultou deste enquadramento de pensamento político e resultou contra – a verdade é essa – regras burocráticas, legalismos e tecnicidades que impedem de fazer coisas. Foi mais um exercício de boa vontade, de voluntarismo, da união com pessoas concretas, que tornou possível a realidade “Casa Manaias”. Isso mostra que a política pode estar ao serviço das pessoas e não ao serviço de regras”.

O Presidente da Câmara lembrou, ainda, que a “Casa Manaias” dá assistência a pessoas que tinham extrema necessidade, em verdadeiro desabrigo. Mais do que, na minha opinião, o conceito de sem abrigo, o desabrigo é mais portentoso na mensagem do que o sem abrigo, porque é sinal de que temos apoios”.

José Manuel Bolieiro agradeceu ao proprietário do edifício, onde se encontra o Presépio da “Casa Manaias” e a todos aqueles que colaboram com esta instituição, que colocaram muito do seu saber fazer, mas também dos seus afetos numa relação que, hoje, é de amizade. Isso conta para a recuperação social, pessoal e emocional das pessoas”.

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