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O Governo dos Açores vai manter os testes gratuitos à covid-19 até final do mês, anunciou hoje o secretário regional da Saúde, acrescentando que a “tendência crescente” de casos não vai impor a revisão das medidas em vigor.

“Não havendo aqui um acréscimo significativo preocupante de internados e de óbitos [por covid-19], que felizmente não acontece, não há razão para alterarmos medidas”, disse Clélio Meneses.

O governante falava aos jornalistas à margem da cerimónia de admissão de novos médicos na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, em Ponta Delgada.

Na altura, o secretário regional admitiu que o número de infeções por covid-19 também está a aumentar nos Açores.

“O que acontece nos Açores é o que acontece no resto do território. É uma tendência crescente a linhagem BA.5 da variante Ómicron, que parece que tem uma maior capacidade de propagação sem maior severidade da doença”, afirmou.

Em relação aos testes, Clélio Meneses anunciou que vão deixar de ser gratuitos a partir de junho e enumerou a situações em que irão permanecer a ser comparticipados pelo Governo Regional.

“Passará a existir, como anunciei, apenas testes gratuitos para quando for obrigatório apresentá-los, para visitar ou aceder a qualquer espaço onde é obrigatório, ou então para realizar um teste na sequência de um autoteste positivo”, declarou o titular da pasta da Saúde.

Na atual fase, o titular da pasta da Saúde nos Açores defendeu que “cada vez mais a responsabilidade individual na identificação de sintomas e no resguardo que uma situação de doença exige é o caminho para combatermos a pandemia”.

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indicou na quarta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o relatório semanal do INSA sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

Os casos mundiais de covid-19 aumentaram 1% na semana passada, a primeira subida desde março, embora as mortes continuem a baixar e tenham caído 21% nos sete dias analisados, indica informação epidemiológica divulgada pela Organização Mundial de Saúde.

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