“Temos que responder à crise de saúde pública e ao mesmo tempo defender o emprego”

“Temos que responder à crise de saúde pública, mas também à crise económica, defendendo o emprego e defendendo a coesão social”, alertou hoje o líder do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda em reunião da Comissão Permanente.

António Lima deu nota da existência de relatos de despedimentos ilegais e imposições abusivas aos trabalhadores perante a atual crise e pediu mais fiscalização para evitar abusos.

O deputado do BE deixou ainda um apelo “à solidariedade de todos” para que no fim desta crise haja uma região coesa para reconstruir a economia, que ficará muito danificada.

António Lima pediu também especial atenção do Governo Regional para medidas que garantam o funcionamento dos sectores da alimentação – como a agro-pecuária e a pesca – que não podem correr o risco de parar, e para a proteção de lares de idosos, que têm uma população muito sensível relativamente aos riscos do novo coronavírus.

No debate que se realizou hoje na Comissão Permanente, António Lima recordou as medidas que o BE propôs ao Governo Regional no dia 18 de março para dar resposta às pessoas no âmbito da atual crise de saúde pública: a clarificação da forma de resposta do Serviço Regional de Saúde aos doentes crónicos e à obtenção de receitas médicas, a gratuitidade da linha Saúde Açores, articulação com as autarquias para garantir apoio à população em situação mais frágil, suspensão dos cortes de fornecimento de eletricidade e água, a suspensão do pagamento de creches e jardins-de-infância até à sua reabertura, assegurando os recursos para a subsistência destas instituições e do emprego que geram.

O BE congratula-se pelo facto de várias destas medidas terem sido imediatamente colocadas em prática – nomeadamente a gratuidade da linha Saúde Açores, a suspensão do pagamento de mensalidades de creches e jardins-de-infância, e a suspensão temporária de cortes de eletricidade – e espera que as restantes venham a ser implementadas em breve.

O Bloco expressou ainda “de forma sentida, uma saudação a todos aqueles e aquelas que, na linha da frente do Serviço Regional de Saúde, lutam pela nossa saúde”, assim como aos trabalhadores e às trabalhadoras de todas as áreas que mantêm os sectores essenciais em funcionamento: da alimentação, às forças de segurança, bombeiros, assim como de todos os outros serviços essenciais à coesão social, ao funcionamento da economia e à informação. Eles e elas garantem que a nossa sociedade continua a funcionar.”