“Temos de perpetuar todos aqueles que se distinguiram pelas suas atitudes solidárias”

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, defendeu, este domingo, que é obrigação das entidades públicas perpetuar, para memória futura, “todos aqueles que se distinguiram no bem fazer e fazer bem nas suas atitudes solidárias”.

Falando nas comemorações do 10º aniversário da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Lagedo, freguesia de São José, da qual fez parte o descerramento oficial das placas toponímicas da Rua Cónego José Garcia e da Rua Padre João Luciano, o edil recordou que esta iniciativa da Autarquia surgiu por proposta da Comissão Municipal de Toponímia, Distinções Honoríficas e Património Cultural.

José Manuel Bolieiro reforçou a ideia de que “é pela identidade, pela força comunitária do querer, sobretudo do agir, que se pode encontrar um conjunto de pessoas que se distinguem e tornam real este sentimento gregário, esta atitude solidária do bem fazer e fazer bem”.

“A identidade ajuda a que o tempo não faça esquecer quem fez e recomenda que se perpetue na memória do presente e para futuro aqueles que se distinguiram. É esta uma das missões fundamentais da Toponímia, das distinções honoríficas e do reconhecido património identitário e cultural que honramos e preservamos” – frisou.

Segundo José Manuel Bolieiro, “hoje, é um dia de reconhecimento a quem permitiu a concretização desta grande obra que serve o nosso povo”.

Distinguindo o Cónego José Garcia, entretanto falecido, e o Padre João Luciano Rodrigues (presente na cerimónia), os quais deram o nome a duas ruas da zona do Lagedo, o Presidente da Câmara de Ponta Delgada afirmou os dois sacerdotes como “exemplos de tenacidade, de serviço e de missão”.

Aproveitou a oportunidade para recordar a antiga Presidente da Câmara de Ponta Delgada, Berta Cabral, através da qual se tornou possível a concretização de um sonho antigo da população e da paróquia de São José – a construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima – reconhecendo a sua “coragem e persistência”.

“Para nós, estão, em primeiro lugar, as pessoas, como uma referência comunitária ao serviço do outro. Mas ao fazer-se uma obra, ela não vale pela sua imponência. Vale pelo que realiza em nome das pessoas e da comunidade. A Igreja de Nossa Senhora de Fátima não é apenas um monumento. É, antes, um estado de alma comunitário. O que se realizou nestes 10 anos, distinguiu o Lagedo, distinguiu a Paróquia de São José, no contexto de Ponta delgada, de São Miguel e dos Açores” – destacou.

O Padre João Luciano Rodrigues agradeceu a distinção feita Câmara de Ponta Delgada, através da Comissão Municipal de Toponímia, Distinções Honoríficas e Património Cultural, presidida por José Andrade, afirmando que um sacerdote “é o homem da palavra, mas há momentos na vida em que ficamos sem palavras. Este é um desses momentos”.

“Na minha vida toda, limitei-me a ser padre e servir o povo com humildade e simplicidade. No entanto, não posso deixar de agradecer o reconhecimento da Câmara de Ponta Delgada que é, acima de tudo a prova de que, neste mundo tão conturbado, vale a pena lutar” – acentuou.

O pároco de São José, Norberto Brum, também agradeceu à autarquia a homenagem aos dois sacerdotes e, sobretudo, a construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, recordando todos que estiveram na sua génese, sustentando que, com a a criação da paróquia, há seis anos, começa a desenvolver-se um certo dinamismo, sobretudo de acolhimento, na zona do Lagedo.