Teatro permite alertar jovens para consequências do uso precoce de substâncias

A Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências alertou, na Maia, em S. Miguel, para as consequências do uso precoce de substâncias na saúde e bem-estar do individuo adulto, salientando que pode provocar danos irreversíveis.

“O uso persistente de substâncias, lícitas e ilícitas, em idade precoce pode levar a danos físicos e mentais irreversíveis”, afirmou Suzete Frias, salientando que “é preciso alertar os jovens para esta realidade, falando e desconstruindo mitos, seja através do ensino, dos cuidados de saúde ou das artes”.

Suzete Frias, que falava sexta-feira à margem de uma sessão de teatro-debate do Teatro do Oprimido, referiu que “o teatro tem um impacto grande no desenvolvimento das capacidades motoras, sociais e pessoais e no ultrapassar de diferentes conflitos”.

A sessão decorreu ao longo de três horas e foi desenvolvida através de uma metodologia ativa, com recurso ao teatro-debate, a mais completa técnica de intervenção pedagógica do Teatro do Oprimido, abordando temas como o consumo de álcool, de tabaco e de substâncias ilícitas.

Os jovens participantes foram convidados a construir cenas com fixação de papéis e clarificação da opressão, a que se seguiu um debate.

“Através da representação de cenas como a pressão dos colegas para o consumo, a coação pelas redes sociais, a coação dos traficantes ou a situação de um amigo em ‘overdose’, os jovens tiveram a oportunidade de desconstruir mitos e equacionar soluções”, frisou Suzete Frias.

Nesse sentido, os jovens, ao desempenharem e refletirem sobre um papel, não só ficam a conhecer essa realidade, mas também a dão a conhecer, através de um processo de experimentação e reflexão que o teatro permite.

Com esta metodologia, afirmou Suzete Frias, pretende-se tornar os jovens mais conscientes de si, capazes de analisar o mundo e os outros, fornecendo-lhes mecanismos de autoproteção

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