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José Cabral, que colabora há cerca de 20 anos na construção de tapetes de flores para a procissão do Santo Cristo, que hoje voltou às ruas de Ponta Delgada, nos Açores, considerou-se “privilegiado” por enfeitar “os caminhos do Senhor”.

A procissão do domingo do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que se realiza desde 1700, volta hoje a percorrer, as ruas de Ponta Delgada, após dois anos sem festejos devido à pandemia de covid-19.

Além dos privados, empresas, comerciantes e diversas entidades asseguram a cobertura de todo o percurso da procissão com tapetes de flores.

“É um privilégio estar a enfeitar a rua para o Senhor Santo Cristo passar. Já faço isto há cerca de 20 anos”, contou à reportagem da agência Lusa, José Cabral, na Rua Caetano Andrade Albuquerque, no centro da cidade de Ponta Delgada.

Apesar da chuva que se registou hoje, as horas que precedem a saída da procissão do Santo Cristo foram de grande azáfama com a construção dos tradicionais tapetes de flores, que voltaram a colorir a cidade de Ponta Delgada, em São Miguel.

Rodeado de sacos, aparas de madeira coloridas e ramos verdes de criptoméria, José Cabral admitiu à Lusa que as condições meteorológicas “não ajudaram muito este ano”.

“São aparas de madeira de pinho, porque assim a cor fica mais viva. Vieram da freguesia das Furnas”, explicou à Lusa, apontando para a existências das cores rosa, roxo e amarelo que serão depois colocadas nos moldes de madeira.

Na Rua Caetano Andrade Albuquerque o tapete de flores para a procissão da tarde de hoje “vai ter mais de 100 metros”, garantiu à Lusa Gustavo Oliveira, que também colabora na construção dos tapetes “há 16 anos”.

O trabalho de preparação do tapete de flores começou cedo.

“Venho logo de manhã para enfeitar. Isto é uma missão. Quem faz por gosto não cansa”, explicou Gustavo Oliveira, acrescentando que a realização destes tapetes demora “entre duas a três horas”.

As festividades do Senhor Santo Cristo dos Milagres, consideradas a segunda maior manifestação religiosa do país depois das peregrinações a Fátima, levam anualmente milhares de peregrinos de todo o mundo até à ilha de São Miguel, oriundos das nove ilhas dos Açores, do continente, assim como dos Estado Unidos da América e do Canadá.

As festas, que se iniciaram na sexta-feira e decorrem até quinta-feira (dia 26), têm por referência a imagem do “Ecce Homo”, tendo por base o quinto domingo a seguir à Páscoa.

Hoje pelas 16:30 locais (17:30 em Lisboa), a Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres sai do convento para integrar a procissão pelas ruas de Ponta Delgada, um trajeto de cerca de quatro horas.

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