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O Grupo de Cidadãos Eleitores Somos Faial promoveu ontem, no farol da Ribeirinha, um balanço da campanha eleitoral e, na mesma ocasião, apresentou uma proposta de requalificação daquela ruína, dando destaque a uma das mais de quatro dezenas de propostas do seu programa.

Interrogada sobre as expetativas em relação ao resultado nas urnas no próximo domingo, a candidata Ana Almeida respondeu que espera que “seja diretamente proporcional à identificação dos eleitores com as razões que levaram à formação” do grupo, isto é, “um descontentamento geral com o que se está a passar no Faial “.

“Somos Faial, num curto espaço de tempo, tornou-se conhecido e é encarado como uma opção credível nestas eleições, o que representa, para nós, a primeira conquista deste movimento”, acrescentou a candidata, que figura na segunda posição das listas para a câmara e assembleia municipal.

Ana Almeida, professora da Escola Básica Integrada da Horta, antiga vereadora e membro da junta e assembleia de freguesia da Matriz pelo PSD, disse que, agora, “está nas mãos dos eleitores decidirem até que ponto querem que a gestão do município se liberte das amarras que condicionam os partidos em muitas decisões”.

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Sobre o futuro do grupo, Ana Almeida declarou que o espírito das pessoas que dele fazem parte “não morre” e que, independentemente do resultado eleitoral, “os membros que integram este projeto estão decididos a mantê-lo ativo em nome dos faialenses que ambicionam um futuro melhor para a sua terra”.

“Nesta altura da campanha eleitoral fala-se de tudo, mas rapidamente todos se esquecem do que disseram”, lembra Ana Almeida, assegurando que “este grupo vai estar lá, para, com os poucos meios que tem, ir pondo o dedo na ferida”.

O cabeça-de-lista da candidatura Somos Faial, falando na mesma ocasião, descartou qualquer coligação pós-eleitoral, na eventualidade de eleição de autarcas deste grupo de cidadãos eleitores.

“Se merecermos a confiança dos faialenses só temos um compromisso a cumprir: apoiar o que acharmos que serve o Faial e rejeitar o que não interessa a esta ilha”.

Souto Gonçalves reiterou a necessidade de “libertar” o concelho da Horta do “jugo” a que a sua população está sujeita, “desde sempre”, em resultado do jogo político das duas maiores forças partidárias.

“Sobre o Faial decidem os faialenses e está na hora de dizer não a qualquer tipo de tutela, sobretudo quando estiver em causa o que nós achamos que é importante para desenvolver esta ilha”, insistiu.

“Por favor, olhem para as candidaturas do PS e da coligação e vejam se as conveniências dos seus componentes não prevalecem sobre o interesse coletivo”, apelou o candidato Somos Faial.

Por fim, resumiu, dizendo que os faialenses precisam da mesma coragem que tiveram os membros do grupo Somos Faial, que “assumiram as suas próprias convicções sem medo de afirmarem a sua vontade”.

Sobre o farol a Ribeirinha Somos Faial propõe a requalificação daquele espaço, mantendo as marcas do sismo, mas criando condições para a divulgação de “um testemunho da nossa condição geológica, que molda a maneira de ser do nosso povo”, defendeu Souto Gonçalves.

Será possível aplicar no farol da Ribeirinha o mesmo conceito de preservação da memória como acontece com o Vulcão dos Capelinhos.

Numa das “mais bonitas paisagens do Faial, com o Pico, São Jorge e Graciosa ao fundo”, o farol da Ribeirinha “enriquecerá a oferta turística da ilha, a norte, fazendo um contraponto com o sul onde já existem pontos de atração”, conclui o candidato.

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