Socialistas do Sindicato dos Bancários Sul e ilhas escolhem líder sábado

Rui Riso

Os socialistas do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) reunem-se no sábado para escolher o líder para os próximos quatro anos, que deverá continuar a ser Rui Riso, e para decidir se mantêm a colição com o PSD.

A assembleia-geral da tendêncial sindical socialista do SBSI vai eleger o secretário coordenador, que será o candidato à presidencia do sindicato nas eleições de abril.

O atual presidente do sindicato, Rui Riso, disse à agência Lusa que se recandidata à liderança da tendência sindical e consequentemente à presidencia da direção nas próximas eleições.

Se fôr eleito no sábado, Rui Riso pretende manter a coligação com a tendência social-democrata nas eleições de abril.

“É um modelo que tem funcionado há muitos anos, faz sentido que se mantenha, mas depende também da vontade do outro lado”, afirmou.

Se tudo correr como o previsto, e se a direção de Rui Riso fôr reeleita em abril, a sua principal aposta será “a concretização do sonho do sindicato nacional” do setor financeiro.

Os três sindicatos de bancários e os dois dos seguros que integram a Febase (Federação sindical do setor financeiro) referendaram no final de novembro a possibilidade de fusão num único sindicato nacional.

A fusão foi aprovada, exceto pelo sindicato dos bancários do Norte, que fica de fora deste processo.

Segundo Rui Riso, os próximos passos deste processo, a dar ainda este mês, são administrativos e relacionados com as auditorias a fazer aos sindicatos.

O processo de fusão é independente das eleições sindicais, mas a sua concretização depende da vontade das próximas direções dos quatro sindicatos integrantes.

O Sindicato dos Bancários do Centro, dirigido por socialistas, também tem eleições em abril e também deverá reunir em breve a tendência sindical socialista, mas a assembleia ainda não está marcada.

A presidente do sindicato, Helena Carvalheiro, disse à Lusa que se irá recandidatar e que o principal compromisso do seu programa eleitoral será “conduzir os bancários do centro ao sindicato de âmbito nacional”.

“Se ganharmos as eleições de abril, vamos dar sequência ao processo de fusão iniciado com o referendo de novembro”, disse a sindicalista.

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