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A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirmou hoje que o Solenerge, que visa a promoção da energia fotovoltaica nos lares e empresas dos Açores, está a registar uma “grande adesão”.

Berta Cabral, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, no final de uma reunião com o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Pedro Verdelho, referiu que o sistema de incentivos Solenerge “já tem bastantes pré-candidaturas”, estando a registar-se “uma grande adesão”.

Segundo a governante, há “todo o interesse que as famílias concorram a este sistema de incentivos”.

O Solenerge visa aumentar a capacidade instalada em 12,6 MW, constando de incentivos financeiros para a aquisição de sistemas solares fotovoltaicos a instalar nos Açores, apoiando 100% das despesas elegíveis até ao máximo de 1.500 euros por kW instalado.

A iniciativa é apoiada através do Plano de Recuperação e Resilência (PRR).

Pretende-se apostar na “eletrificação, produção descentralizada e armazenamento distribuído, sendo que este investimento permitirá que o utilizador final passe de consumidor final a agente ativo no sistema energético, com a possibilidade de consumir, armazenar e produzir, prestando auxílio à rede”.

A governante salientou que a adesão a esta medida “baixará as faturas de energia dos consumidores e ajudará o próprio sistema global a depender menos dos combustíveis fósseis”.

Berta Cabral destacou ainda a “situação preocupante que se vive na Europa com o aumento dos combustíveis e a dimensão com que afeta as regiões, em particular os Açores”, insistindo na necessidade de “aumentar o mais possível a produção e consumo das energias renováveis”.

A responsável referiu também que há “ilhas com uma grande percentagem de energias alternativas”, pretendendo o Governo dos Açores que se “seja cada vez mais autosuficiente, havendo metas para atingir”.

Os Açores possuem em várias ilhas energias alternativas a partir da geotermia, fontes hídricas e eólicas.

A Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA), detida na sua maioria do capital social pelo Governo dos Açores, vai recorrer a fundos comunitários para os sistemas de reserva rápida tipo BESS (baterias), a instalar nas ilhas Terceira e São Miguel, num investimento de 31,7 milhões de euros, a partir do Plano Operacional dos Açores 2014-2020, e de 22,5 milhões provenientes do PRR para as restantes ilhas.

De acordo com o Plano Estratégico Plurianual e Orçamento para 2022, estima-se que, a partir de 2026, seja reduzida a emissão de cerca de 304 mil toneladas por ano de gases com efeito de estufa face aos investimentos em energia verde.

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