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O Sintap/Açores reivindicou hoje para 2023 o “reforço do poder de compra dos salários” dos trabalhadores da administração pública regional e das IPSS e Misericórdias, e “mais medidas de emergência social” que consigam responder aos efeitos da inflação.

Num comunicado enviado às redações, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap) nos Açores regista “com agrado” o facto de o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) se ter “mostrado sensível e recetivo” às suas propostas e reivindicações, “ao implementar uma série de respostas económicas e sociais” para fazer face à “situação social excecional” atual.

Mas, “outras mais serão necessárias”, no próximo ano, se “persistirem as atuais tendências inflacionistas”, alerta.

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Neste sentido, é defendido um “aumento significativo” da remuneração complementar dos trabalhadores da administração pública regional para 2023, assim como do complemento regional de pensão e do complemento regional do abono de família.

O Sintap/Açores defende igualmente aumentos salariais para os trabalhadores das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e das Misericórdias, para que estes funcionários não percam poder de compra.

Devido ao “surto inflacionista” atual, que “continuará a afetar 2023”, o sindicato considera que são necessárias “mais medidas de emergência social” e o apoio às famílias com empréstimos à habitação para “mitigar a forte subida dos juros”.

O Sintap reitera que devem ser criadas as condições para que os 4.000 trabalhadores das IPSS e das Misericórdias possam ter um horário de 35 horas semanais e “continuar o combate da precariedade na Administração Pública”.

No seu entender, será também necessário concluir, em 2023, a integração dos técnicos superiores das IPSS e das Misericórdias na Administração Pública que exercem funções técnicas para o Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA).

A estrutura defende a retoma da formação “inicial e contínua” para todos estes profissionais, bem como a revisão da regulamentação regional da pré-reforma, com vista ao “rejuvenescimento” da Administração Pública Regional.

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