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O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse hoje olhar com “alguma preocupação” para a privatização da transportadora aérea Azores Airlines, porque se trata de uma “incógnita”.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Penarroias salientou a necessidade de “serem respeitados” os acordos da empresa e preservados os postos de trabalho.

“É uma incógnita. Não sabemos, neste momento, que impacto poderá ter ou não junto dos tripulantes e junto da própria companhia no seu todo. Olhamos com alguma preocupação, como é lógico”, começou por dizer.

E acrescentou: “tendencialmente, em Portugal, temos visto que o setor privado, muitas vezes, é sinónimo de investimento, mas também de atropelo à lei. Tem sido uma prática reiterada em Portugal”.

Decorreu hoje em Lisboa uma Assembleia Geral dos associados do SNPVAC da Azores Airlines.

O presidente do sindicato realçou que a privatização da companhia aérea não foi abordada na reunião onde foi dado um “voto de confiança” à direção do SNPVAC para “negociar o futuro acordo de empresa”.

Penarroias destacou ainda que as relações entre os trabalhadores e a companhia aérea açoriana têm sido “muito diplomáticas”, afirmando que a administração da SATA é composta por “pessoas que estão dentro do ramo e não por políticos a brincar às companhias aéreas”.

A 07 de junho, o presidente do Governo dos Açores defendeu que a privatização da transportadora Azores Airlines “pode ser uma virtude” e reiterou que o Plano de Reestruturação da SATA, já aprovado pela Comissão Europeia, não prevê despedimentos coletivos.

A Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para o apoio à reestruturação da companhia aérea SATA, de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo ‘remédios’ como uma reorganização da estrutura empresarial.

A privatização de 51% da companhia aérea SATA Azores Airlines (ligações com o exterior) e dos serviços de ‘handling’ é uma imposição de Bruxelas para “salvar a SATA Air Açores” (ligações interilhas), segundo disse o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

As dificuldades financeiras da SATA perduram desde pelo menos 2014, altura em que a companhia aérea detida na totalidade pelo Governo Regional dos Açores começou a registar prejuízos, agravados pelos efeitos da pandemia de covid-19, que teve um enorme impacto no setor da aviação.

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