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O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) garantiu hoje o apoio daquela organização na defesa dos interesses da região, tendo em conta o novo ciclo da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia.

“Os agricultores dos Açores têm exatamente o mesmo tratamento do que os de outras regiões do país”, afirmou Eduardo Oliveira e Sousa, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O dirigente da CAP falava após uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, referindo que “a partir de janeiro” se abre “um novo ciclo” da PAC que vai trazer “algumas alterações de funcionamento”.

Segundo Eduardo Oliveira e Sousa, neste “novo ciclo” da PAC, a grande alteração prende-se com “a forma de funcionamento que Bruxelas definiu para toda a Europa”, no sentido de simplificar e de concentrar a gestão do apoio financeiro.

O pacote financeiro para Portugal na Política Agrícola, que agora termina, tinha tês pacotes, um destinado ao continente, outro para a Madeira e ainda um outro para os Açores.

“Agora, haverá um pacote único. E, portanto, vamos ter de agilizar internamente como é que a gestão desse pacote financeiro da PAC vai ser gerido no futuro. E, isso vai ter que necessariamente aproximar as estruturas aos agricultores em particular”, sublinhou.

Neste sentido, o dirigente associativo realçou que a CAP tem “um histórico de entendimento e integração da representação Açores no contexto nacional”, destacando que o arquipélago tem “uma estrutura associativa exemplar” que “reflete a verdadeira missão das organizações de agricultores”.

“A CAP existe para servir os agricultores, incluindo as organizações dos agricultores dos Açores e vice-versa. Nós também retiramos aquilo de bem que se faz nos Açores para outras regiões e para defender em Bruxelas, e no governo nacional, aquilo que tem de ser defendido”, sublinhou Eduardo Oliveira e Sousa.

O presidente da CAP assinalou, ainda, a importância económica do mundo rural nos Açores e das atividades ligadas à agricultura, nomeadamente a produção de leite e as várias culturas “emblemáticas” como é o caso do ananás.

O presidente do Governo dos Açores afirmou que a aplicação da PAC em Portugal deve contar “em primeiro lugar com a parceria do movimento associativo”.

“Contamos com essa parceria e confiamos de certeza mais por exemplo neste movimento associativo e no papel da CAP do que nos burocratas dos gabinetes de qualquer ministério, qualquer que seja ele”, sublinhou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas.

O chefe do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) disse que os movimentos associativos devem ser os “principais protagonistas e interlocutores” quanto a “uma boa aplicação da nova PAC”, frisando que os Açores “contam com a compreensão da integralidade do território”.

“O Governo da República deve estar capacitado para compreender, e se tem intenção em contrário, fica já denunciada esta intenção como um grave erro, de não contar com o movimento associativo português dos agricultores para uma boa aplicação, para a definição de um rumo estratégico para a agricultura e da economia agrícola e do valor do empreendedorismo agrícola em Portugal”, vincou.

No que diz respeito ao Governo dos Açores “fica já feita uma declaração de interesse”, disse.

“Contamos com a CAP, achamos que deve ser decisiva a sua participação como parceiro na aplicação e na relação direta com a economia agrícola e produtores de Portugal e portanto também dos açorianos e dos Açores”, reforçou.

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