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O Clube Operário Desportivo, na ilha de São Miguel, Açores, foi na quarta-feira alvo de uma fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que identificou 12 cidadãos estrangeiros, todos com a situação regularizada ou em vias de regularização.

Numa nota hoje divulgada, o SEF indicou que realizou na quarta-feira “uma operação de fiscalização a um clube de futebol da Região Autónoma dos Açores, no âmbito das suas atribuições relacionadas com o controlo da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional, tendo sido identificados 12 cidadãos”.

“Verificou-se que todos os 12 cidadãos estrangeiros, na sua maioria do continente africano, encontravam-se com a situação documental regularizada ou em vias de regularização”, acrescentou.

O SEF revelou ainda que a operação incidiu também “na recolha de informação relacionada com a angariação e contratação desde a origem, contactos estabelecidos, identificação de agentes e intermediários, condições acordadas e local de alojamento dos atletas nas instalações do clube fiscalizado”, indicando que toda a informação será “alvo de análise detalhada”.

Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, esta ação de fiscalização realizou-se no âmbito das operações que desenvolve relacionadas com o tráfico de seres humanos e auxílio à imigração ilegal.

Contactado pela agência Lusa, o presidente do Clube Operário Desportivo, Paulo Juromito, confirmou a operação do SEF e frisou que os 12 jogadores estrangeiros em causa têm a situação regularizada.

Referindo-se aos que têm a situação “em vias de regularização”, explicou que foram para os Açores com visto e, neste momento, “aguardam a renovação” desses documentos por parte do SEF.

“Estou tranquilo. Quem não deve não teme”, disse à Lusa, acrescentando que considera importante estas ações do SEF, mas que devem ser feitas também em “vários clubes da região e não apenas ao Operário”.

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