Secretário-geral da NATO sexta-feira em Lisboa para encontros com Governo e PR

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, visita na sexta-feira as instalações militares da Aliança Atlântica em Lisboa, e reúne-se com os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, com o primeiro-ministro e com o Presidente da República.

De acordo com uma nota do Ministério da Defesa Nacional, o secretário-geral da NATO estará em Lisboa na sexta-feira para “encontros políticos” e para visitar as instalações militares da Organização em Lisboa.

O secretário-geral da NATO visita o Comando Conjunto para as Lições Aprendidas (JALLC), em Monsanto, o Comando Conjunto para as Operações Militares, e as instalações da futura escola de comunicações e `ciberdefesa´, em Oeiras.

Jens Stoltenberg reúne-se de manhã com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, e, à tarde, tem reuniões separadas com o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e com o primeiro-ministro, António Costa.

Ao início da tarde, está ainda prevista uma reunião com o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, confirmou à Lusa fonte da Presidência.

A visita do norueguês Jens Stoltenberg, que se insere num périplo por vários países membros da Aliança Atlântica, antecede a próxima cimeira de ministros da Defesa, em fevereiro, no novo quartel-general da NATO, em Bruxelas.

A participação de Portugal em missões NATO, os compromissos assumidos no que respeita à partilha de encargos — os Estados-membros comprometeram-se em 2014 a gastar 2% do PIB em despesas militares até 2024 — deverão estar em cima da mesa das reuniões.

Os encontros com os membros do Governo e com o Presidente da República ocorrem numa altura em que a NATO estuda uma eventual alteração na estrutura de comando, visando responder ao atual contexto de segurança e defesa.

Em setembro passado, um porta-voz da NATO, Piers Cazalet, disse num encontro com jornalistas portugueses, em Bruxelas, que a NATO quer reforçar a presença naval no Atlântico e que conta com Portugal para desempenhar um “papel-chave”.

Para a NATO, disse o responsável, o objetivo de reforçar a presença no Atlântico Norte é “uma resposta normal da Aliança para manter abertas as linhas de segurança e defesa entre os EUA e a Europa” e “monitorizar melhor o que se passa no Atlântico Norte”.

Outras fontes da Organização disseram na altura que já tinha sido alcançado um “consenso”, subscrito por Portugal, para o reforço da NATO no Atlântico e que a Organização deverá tomar decisões sobre este tópico na cimeira de fevereiro, admitindo alterações na estrutura de comando da Organização.

Outro tema que poderá estar na agenda dos encontros é a criação de um Centro de Segurança do Atlântico, na Base das Lajes, anunciada no passado dia 16 pelo ministro Azeredo Lopes.

O governante disse ter a expectativa de que o Centro de Segurança do Atlântico, que visa a “segurança marítima” e já tem o apoio dos EUA, venha ser um “centro de excelência NATO”.

Quanto às missões NATO em que Portugal estará envolvido em 2018, destaca-se o regresso ao Afeganistão na “Resolute Support Mission” para onde serão destacados, em abril, 160 militares cuja missão é garantir a segurança do aeroporto de Cabul.

No segundo semestre partem mais 23 militares para Cabul para dar formação na Escola de Artilharia Afegã.