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“Atento ao clima de ruído e de suspeição que alguns têm tentado criar e de modo a garantir a maior transparência e um processo que tem de ser claro e motivador da confiança da população, pedi hoje ao sr. presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para ser ouvido pela Comissão de Assuntos Sociais e esclarecer todas as questões relacionadas com o processo de vacinação”, adiantou Clélio Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O governante anunciou na segunda-feira que determinou a realização de uma ação inspetiva por parte da Inspeção Regional da Saúde ao processo de vacinação contra a covid-19 nos Açores, depois de terem surgido notícias que davam conta de suspeitas de irregularidades em algumas instituições.

Entre as pessoas suspeitas de terem sido inoculadas indevidamente estava a então vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, que foi nomeada diretora regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social, no dia 01 de fevereiro, tendo-se demitido na passada terça-feira.

Na quarta-feira, o PS/Açores acusou o secretário regional da Saúde de tentar “fugir às responsabilidades”, alegando que as alegadas irregularidades detetadas “resultam de falhas graves de orientação, supervisão e controlo da Secretaria Regional da Saúde no processo de vacinação”.

Clélio Meneses considerou hoje que “é importante que tudo seja transparente”, para que “não exista qualquer dúvida que possa prejudicar esse processo”.

“Numa altura em que os Açores são um exemplo nacional pela forma como temos combatido a pandemia, é importante que prevaleça o bom senso e o propósito de juntos ultrapassarmos com sucesso este enorme problema que nos assola”, frisou.

“Gostaria de deixar a minha solidariedade para todos quantos viram o seu bom nome, a sua honra atingida por notícias e declarações que foram feitas e proferidas nos últimos dias relativamente a este processo”, acrescentou.

Segundo o secretário regional da Saúde, até ao final desta semana estarão vacinados (com pelo menos uma dose) “cerca de 9.000 açorianos”, havendo em todas as ilhas “pelo menos uma inoculação”.

“Tudo está a correr conforme previsto, obviamente com uma ou outra situação que tem sido objeto de algum tipo de ruído”, apontou.

O governante reiterou que foram dadas instruções às unidades de saúde para que “definissem listas com pessoas para a administração das doses ditas sobrantes”, de acordo com os critérios que estão definidos no plano regional de vacinação.

“Cada unidade de saúde tem de precaver a situação para não existirem doses sobrantes que podem criar a dúvida, que tem sido referida por algumas pessoas”, frisou.

A primeira fase da vacinação contra a covid-19 nos Açores integra “profissionais e utentes das estruturas residenciais para pessoas idosas, casas de saúde e internados em cuidados continuados; profissionais e utentes dos lares residenciais e dos centros de atividades ocupacionais e equiparados; profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes; pessoas com mais de 75 anos; bombeiros envolvidos no transporte e assistência a doentes; e profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos”.

Os idosos com mais de 75 anos ainda não começaram a ser vacinados, mas serão contactados pelas unidades de saúde, por telefone, até abril, segundo o governante.

“Quem não tenha médico de família ou não esteja inscrito no respetivo centro de saúde deverá dirigir-se ao centro de saúde e inscrever-se para proceder à vacinação. Quando começar a abrir o leque de vacinados, vai haver um trabalho de maior contacto com as pessoas para que todos os açorianos que o queiram sejam vacinados”, apelou Clélio Meneses.

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