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“Desde o primeiro dia que dissemos que o processo iria acelerar a partir de maio e junho e estamos a cumprir a palavra. Cremos bem que estas boas notícias sejam entendidas como boas notícias por todos os açorianos e não como notícias recebidas por alguns com um certo incómodo”, afirmou Clélio Meneses, hoje, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O líder do PS/Açores e ex-presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, defendeu hoje um reforço da vacinação na ilha de São Miguel, que concentra maior número de casos de covid-19, alegando que é “uma ilha castigada ao nível sanitário, económico e social” devido à pandemia.

“São Miguel é uma ilha castigada ao nível sanitário, castigada ao nível económico e social quanto às consequências da pandemia, e era muito importante que não fosse também castigada ao nível do próprio processo de vacinação”, sustentou, à margem de uma reunião com a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

Questionado sobre as críticas do líder da oposição, o secretário da Saúde e Desporto, do Governo Regional da coligação PSD-CDS-PPM, disse que a resposta é dada com números, alegando que a vacinação contra a covid-19 na ilha de São Miguel está num “nível altíssimo”, com a administração de 1.500 doses “todos os dias”.

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“Relativamente às declarações do líder da oposição, são da sua responsabilidade, não as vou comentar. É a forma com que, pelos vistos, o líder da oposição quer participar num processo que é de todos, com este tipo de declarações de oposição, de crítica, de maldizer”, afirmou.

Clélio Meneses acrescentou que a vacinação na ilha de São Miguel será reforçada “com a colaboração de enfermeiros e profissionais de saúde que estão neste momento em fase de contratação” e que até 20 de junho serão atingidas as 90 mil doses administradas só naquela ilha.

Desde domingo que está a decorrer uma operação de vacinação contra a covid-19 em massa nas ilhas dos Açores sem hospital (com exceção do Corvo, onde já tinha decorrido em fevereiro e março), com a colaboração de uma equipa de nove militares, disponibilizada pelo Ministério da Defesa Nacional.

Questionado sobre se a região contaria com o apoio dessa equipa militar para administrar a segunda dose da vacina, três semanas depois, o governante disse que esse processo estava ainda em fase de “decisão e concertação”, mas garantiu que o Serviço Regional de Saúde tinha meios para o fazer.

“Tudo o que vier a mais é uma ajuda e esta ajuda fez com que acelerássemos e chegássemos mais longe na resolução deste problema, mas nós temos capacidade e estamos a demonstrar, de resto por estes números, que com ajuda ou sem ajuda o objetivo é para cumprir”, frisou.

Até hoje foram administradas nos Açores 160.761 doses de vacinas contra a covid-19, a 109.358 pessoas (44,3% da população, segundo os Censos de 2011), das quais 79.478 têm vacinação completa (32,2%).

O executivo açoriano estima que até final de julho todas as ilhas tenham 70% de população vacinada com duas doses.

Os Açores têm atualmente 267 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, dos quais 265 em São Miguel, um nas Flores e um no Faial.

Desde o início da pandemia foram diagnosticados na região 5.767 casos de infeção, tendo ocorrido 5.337 recuperações e 33 mortes. Saíram do arquipélago sem terem sido dadas como curadas 79 pessoas e 51 apresentaram comprovativo de cura anterior.

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