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O secretário regional da Saúde dos Açores admitiu hoje “alguma demora” nas urgências do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), mas disse não ter conhecimento de situações em que os cuidados de saúde tivessem sido colocados em causa.

“Há dias em que há maior procura do que outros e, de facto, tem havido alguma demora, para além daquilo que são os tempos mínimos e médios de espera. De qualquer forma, não nos é reportada nenhuma situação absolutamente anormal, que tenha posto em causa a prestação do cuidado de saúde. Isto é que nos preocupa”, afirmou o titular das pastas da Saúde e Desporto nos Açores, Clélio Meneses.

O governante da coligação PSD/CDS-PP/PPM falava, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião com o presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA), José António Soares.

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Questionado sobre constrangimentos nas urgências do HDES, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o governante reconheceu alguma demora no tempo de atendimento.

“No hospital de Angra, em regra, estão a ser cumpridos os tempos médios, na Horta de igual modo. Em Ponta Delgada, nalguns dias foram ultrapassados esses tempos médios, mas a nossa preocupação era manter os serviços de urgência abertos, de modo a assegurar a resposta de saúde que as pessoas precisam”, apontou.

Em novembro, cerca de 400 médicos (191 do Hospital do Divino Espírito Santo) manifestaram indisponibilidade para fazer mais do que as 150 horas de trabalho extraordinário obrigatórias por lei.

Numa visita às urgências do HDES, em 21 de dezembro, o secretário da Saúde assegurou que as escalas de urgência do hospital de Ponta Delgada estavam garantidas em janeiro.

Clélio Meneses reiterou hoje que foi possível “estabilizar a resposta” em termos de recursos humanos, para assegurar “que o serviço de urgência mantivesse os níveis que tinha”, mas disse que no inverno “há dias em que, de facto, há um aumento da procura”.

“Infelizmente, a nível nacional o que temos são serviços encerrados e tempos de espera de horas e horas e horas, em situações urgentes, o que não acontece, nos Açores, felizmente”, frisou.

Em 02 de dezembro, a presidente do conselho de administração do HDES, Cristina Fraga, demitiu-se na sequência da demissão de 21 dos 25 diretores de serviços.

Questionado sobre a nomeação do novo conselho de administração, Clélio Meneses reiterou que o assunto “está a ser liderado” pelo presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, e que será o Conselho de Governo a fazer a nomeação.

“O que foi sempre dito é que será durante o mês de janeiro. O mês de janeiro ainda agora começou, mas durante o mês de janeiro será anunciado o novo conselho de administração”, adiantou.

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