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O Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, visitou hoje a área de intervenção do projeto LIFE BEETLES, na mata de eucaliptos no Algar do Carvão, na ilha Terceira, para proceder à entrega de um triturador de biomassa vegetal.

De acordo com Alonso Miguel “o LIFE BEETLES é um projeto de conservação da natureza que representa um investimento de 1,76 milhões de euros, comparticipados em 55% pela União Europeia, a executar num período de cinco anos, que tem por objetivo aumentar o tamanho das populações, área de distribuição e estado de conservação de três espécies de escaravelhos endémicos: Tarphius florensis (escaravelho-cascudo-da-mata) na ilha das Flores, Pseudanchomenus aptinoides (Laurocho) na ilha do Pico e o Trechus terrabravensis (carocho-da-terra-brava) na ilha Terceira”.

O Secretário Regional explicou que “os trabalhos a realizar na ilha Terceira incidem numa área de cerca de 107 ha, com o objetivo de controlar espécies de plantas invasoras em zonas pristinas de habitat da espécie-alvo e de proceder à reconversão de matas plantadas de eucaliptos em manchas de floresta Laurissilva.”

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“No caso particular da mata de eucaliptos do Algar do Carvão, estão a ser realizados abates direcionados e controlados dos eucaliptos, por forma a evitar danos no sub-bosque endémico, bastante desenvolvido, nesta área”, disse ainda.

Segundo o governante, “de modo a diminuir a quantidade de biomassa gerada, pelo abate destes eucaliptos de grande porte, a Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, no âmbito do projeto LIFE BEETLES, adquiriu um triturador de biomassa vegetal de lagartas autónomo, num investimento de cerca de 90 mil euros.”

“Este equipamento, para além de ter uma grande capacidade de trituração da biomassa, permite aceder a zonas de difícil acesso, sem colocar em causa a integridade das espécies endémicas, permitindo uma atuação em toda a extensão da mata de eucaliptos. Além disso, o material vegetativo triturado resultante (estilha) é muito útil para fazer cobertura de solo em zonas de plantações de flora endémica, quer pela sua elevada capacidade de retenção de água, quer por formar uma cobertura que previne a rebentação de novos exemplares de plantas invasoras,” acrescentou Alonso Miguel.

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