Saúde escolar terá nova metodologia de intervenção integrada

A Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências anunciou hoje, em Ponta Delgada, uma nova metodologia de intervenção da saúde nas escolas, frisando que se pretende “uma intervenção ainda mais abrangente, que garanta equidade de acesso à informação e à educação em saúde”.

Suzete Frias falava no final de uma reunião com a Equipa de Saúde Escolar da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, os Coordenadores da Saúde Escolar das escolas desta ilha e os presidentes dos Conselhos Executivos dos estabelecimentos de ensino de São Miguel.

A Diretora Regional adiantou que está em curso uma reestruturação das equipas de saúde escolar, no sentido de potenciar os recursos humanos existentes e uniformizar práticas e procedimentos.

A primeira etapa dessa reestruturação é operada nas equipas de saúde escolar de São Miguel, que passam a dispor de 11 enfermeiros com horário em dedicação exclusiva para intervenção em contexto escolar.

“É crucial unir as equipas de saúde escolar e a rede de parceiros, motivando-os conferindo-lhes competências pessoais, relacionais, fomentando o trabalho em equipa”, salientou a Diretora Regional.

Neste encontro foi também abordado o Manual de Operacionalização da Intervenção em Saúde Escolar, do Programa de Saúde Escolar, que tem em conta as áreas prioritárias e as necessidades diagnosticadas pelo Sistema de Vigilância de Comportamentos de Risco em Jovens.

Este questionário destina-se a alunos do 6.º ao 12.º ano e monitoriza seis categorias de comportamentos de risco relacionados com a saúde nos jovens.

Suzete Frias referiu ainda que existe outro instrumento de diagnóstico essencial na implementação de programas de prevenção adaptadas à realidade territorial, numa referência ao Inquérito de Avaliação e Diagnóstico da Saúde Escolar na Região, que o Governo está a levar a cabo em parceria com Universidade dos Açores.

As equipas de saúde escolar dão resposta a todas as escolas do Sistema Educativo Regional, chegando a 175 escolas de todo o arquipélago.

Entre os cerca de 40 mil alunos abrangidos por esta nova metodologia, 25 mil estudam nas escolas da ilha de São Miguel.