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Santa Clara e Casa Pia protagonizaram hoje o primeiro jogo sem golos da edição 2022/23 da I Liga portuguesa de futebol, ao empatarem 0-0, em Ponta Delgada, na jornada inaugural da prova.

Os lisboetas, de regresso ao primeiro escalão 83 anos depois, tiveram a possibilidade de marcar no primeiro tempo, mas Leonardo Lelo falhou uma grande penalidade, aos 10 minutos, numa partida em que os açorianos terminaram com menos um elemento, por expulsão de Ricardinho, aos 81.

A primeira jornada da I Liga prossegue hoje com os jogos Sporting de Braga-Sporting (18:00), Desportivo de Chaves (20:30) e Portimonense-Boavista (20:30), sendo que Gil Vicente e Paços de Ferreira encerram a ronda inaugural na segunda-feira.

Para rever e ouvir o relato na Açores 9 Rádio, com a narração de Natalino Lima e Hugo Frias

Declarações dos treinadores na sala de imprensa do estádio de São Miguel

Filipe Martins (treinador do Casa Pia): “Acho que o jogo não teve muito a ver com duas partes distintas. Acho que teve a ver com períodos dentro do jogo: uns tivemos nós por cima, em outros períodos esteve mais o Santa Clara. Teve a ver com os momentos em que cada equipa conseguiu controlar mais o jogo com a bola. Foi isso que fez muita diferença, os períodos em que cada equipa conseguiu ter a posse e fazer a outra desgastar-se. Foi um jogo muito equilibrado.

A nossa ambição era vir aqui ganhar os três pontos. Não há dúvidas nenhumas disso. No entanto, temos de ser muito humildes e pragmáticos e perceber que é muito importante pontuar neste campeonato, muito mais fora, no estádio de uma excelente equipa que fez o ano passado um sétimo lugar com muito mérito.

Eu não gosto de muito de opinar sobre coisas que não me dizem respeito. Há calendários que têm de se cumprir para que todos os jogos deem na televisão. É óbvio que seria mais agradável para nós a jogar a uma temperatura mais amena. Para nós, foi muito difícil”.

Mário Silva (treinador do Santa Clara): “Em relação ao jogo, acho que o resultado se ajusta. Na primeira parte, foi um jogo competitivo, na segunda parte baixou um pouco ritmo, também fruto da humidade que se sentiu aqui nos Açores. As duas equipas estão de parabéns. Todos os jogadores estão de parabéns pelo esforço que tiveram perante essas condições que nós temos de estar claramente adaptados. É assim o futebol.

Resultado justo, na minha opinião. Tivemos uma grande penalidade que, na minha opinião, mas eu não sou árbitro, em que temos um jogador que toca com a mão de costas e nem sequer está de frente para o lance. Felizmente, o Marco fez justiça e defendeu.

Da nossa parte, tenho a consciência e a noção de que temos de crescer muito. Tenho a certeza absoluta que vamos crescer muito. Estrearam-se jogadores hoje que acabaram de chegar. Face às opções que tínhamos achamos que era o melhor onze a apresentar.

Acabamos por ter uma expulsão, na minha opinião, mas não me quero meter na arbitragem, algo exagerada. Ficámos com dez jogadores nos últimos dez minutos com a equipa desagastada, com a equipa emocionalmente a querer ganhar o jogo e a ver-se com menos um jogador. Aí, da minha parte só me restou reforçar a linha defensiva”.

COMENTÁRIO Santa Clara ligeiramente superior mas incapaz de evitar o nulo com o Casa Pia

Santa Clara e Casa Pia empataram hoje (0-0) em Ponta Delgada, na primeira jornada da I Liga de futebol, em que os açorianos foram ligeiramente superiores, mas tiveram dificuldades em encontrar o caminho para a baliza adversária.

A partida marcou o regresso do Casa Pia ao principal escalão do futebol português 83 anos depois.

Logo no arranque do jogo, que começou sob uma chuva miudinha que volta e meia apareceu ao longo do encontro, o Casa Pia começou por reclamar um penálti aos seis minutos por mão na bola de Tagawa após um canto.

O árbitro, após consulta ao VAR, assinalou grande penalidade, sendo que Leonardo Lello, na cobrança, atirou para uma grande defesa de Marco, para gáudio dos adeptos no estádio de São Miguel.

Ao longo da primeira parte, as duas equipas procuraram assumir a iniciativa de jogo e dominar a posse de bola. Nesse duelo, o Santa Clara levou a melhor, mostrando-se mais incisivo nos processos ofensivos e instalando-se, em vários momentos, no meio campo contrário.

O Casa Pia, contudo, lutou para não se remeter às tarefas defensivas. Aos 33 minutos, os ‘gansos’ voltaram a estar perto do golo: livre de Kunimoto, Rafael Martins apareceu na área para cabecear ao poste e na recarga, Marco, com uma enorme defesa, evitou o golo de Vasco Fernandes.

Já o melhor momento dos açorianos no primeiro tempo aconteceu na reta final dos primeiros 45 minutos, quando a equipa de Mário Silva fez por forçar o golo. Aos 41 minutos, João Nunes com um corte crucial evitou o golo a Allano, e dois minutos depois foi o guarda-redes Ricardo Baptista a negar o tento a Ricardinho.

Na segunda parte, o jogo baixou de intensidade, com as duas equipas a acusar a falta de ritmo. O Santa Clara foi superior, tendo dominado a posse de bola e procurado chegar à baliza contrária, sobretudo, através de bolas longas.

Contudo, apesar da superioridade, faltou critério à equipa açoriana que não conseguiu criar oportunidades de golo no segundo tempo.

Por sua vez, o Casa Pia não deixou de tentar construir a partir de trás, mas teve dificuldades em penetrar no último terço do terreno do adversário, num jogo onde o Ricardinho, do Santa Clara, recebeu o cartão vermelho direto aos 80 minutos devido a uma entrada dura sobre Yan Eteki.

CLASSIFICAÇÃO

POS. J V E D DG PTS
1 FC Porto 1 1 0 0 +4 3
2 SL Benfica 1 1 0 0 +4 3
3 Estoril Praia 1 1 0 0 +2 3
4 Boavista FC 1 1 0 0 +1 3
5 Vitória SC 1 1 0 0 +1 3
6 FC Vizela 1 1 0 0 +1 3
7 SC Braga 1 0 1 0 0 1
8 Sporting CP 1 0 1 0 0 1
9 Casa Pia AC 1 0 1 0 0 1
10 Santa Clara 1 0 1 0 0 1
11 Gil Vicente FC 0 0 0 0 0 0
12 FC P.Ferreira 0 0 0 0 0 0
13 GD Chaves 1 0 0 1 -1 0
14 Portimonense 1 0 0 1 -1 0
15 Rio Ave FC 1 0 0 1 -1 0
16 FC Famalicão 1 0 0 1 -2 0
17 Marítimo M. 1 0 0 1 -4 0
18 FC Arouca 1 0 0 1 -4 0
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