Rui Martins
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Termina mais um ano, e este, em particular, marcou o fim da denominada Geringonça. Independentemente dos motivos que levaram a uma solução deste género, a realidade é que o paradigma da atitude política entre poder e oposição ficou alterado. Se antes era facilmente compreensível que quem estava na oposição seria naturalmente contra as medidas apresentadas pelo governo, no pós-Geringonça o mesmo não é tão linear.

Pessoalmente sempre tive o entendimento de que os eleitos devem contribuir para melhorar a vida dos seus concidadãos, tenham eles responsabilidades governativas, de suporte do governo ou de oposição. Nem faz sentido que seja de outra forma e acredito que cada vez mais o eleitorado tem menos paciência para quem adopte uma postura de antagonismo permanente entre governo e oposição.

Acredito que a responsabilidade de quem é eleito e não chega ao poder é contribuir e moldar as políticas dos governos e assim dar resposta às necessidades das populações que vão mais ao encontro do que cada um andou a propor em campanha eleitoral. Todas as políticas são passivas de ser melhoradas e todos se devem empenhar nesse propósito.

Considero ainda, e olhando para “dentro de portas”, que a grande diferença entre o CDS na República e na Região, foi exactamente a postura construtiva que se desenvolveu no trabalho político do CDS-Açorese que não se verificou no Parlamento Nacional. E a realidade mostra que essa perspectiva trouxe dividendos para os Açorianos.

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Teria sido fácil recostarmo-nos nas cadeiras e apontar o dedo, dizer que não é assim que se governa e evidenciar tudo o que vai mal no reinado cor-de-rosa. Nós não abdicamos da nossa responsabilidade perante os nossos eleitores. Entendemos que os problemas das pessoas não esperam por eleições e não se esgotam nos ciclos eleitorais. O nosso trabalho é arranjar soluções, pensar alternativas e solucionar problemas. É gratificante verificarmos que, por pouco que se consiga muitas vezes fazer, contribuímos para a melhorar a vida dos açorianos e sobretudo daqueles que mais precisam.

O CDS é um partido democrata-cristão. As nossas propostas têm valores e princípios. Temos um ideal de justiça social na nossa atividade política e muitas das nossas iniciativas são reconhecidas e constituem hoje direitos de todos os açorianos no acesso à saúde, na educação e na solidariedade social.

É por isso que o CDS é o partido do aumento do COMPAMID e do Complemento para as Deslocações de Doentes Oncológicos. É por isso que o CDS é o Partido do CIRURGE para combater as listas de espera na saúde. É por isso que o CDS é o partido que garantiu o transporte dos doentes falecidos para as suas ilhas. É por isso que o CDS é o partido do Prémio de Mérito para Ingresso no Ensino Superior. É por isso que o CDS é partido das creches gratuitas para as famílias com mais dificuldades. É por isso que o CDS é o partido dos manuais escolares gratuitos. É por isso que o CDS é o partido dos radares meteorológicos.

No CDS respondemos solidariamente a quem mais precisa.

Temos uma matriz: a democracia-cristã. Temosum ideal de justiça social que nos une. Os Açorianos sabem que podem contar connosco.

Num tempo em que emergem novos partidos que submetem a pessoa à economia ou a agendas contrárias aos princípios que conformam o ideal de justiça das nossas comunidades,o CDS é o porto seguro dos princípios e valores das nossas gentes. Estamos do lado dos Açorianos. No CDS acreditamos e queremosconstruir um novo ciclo político de progresso e desenvolvimento que projete a nossa autonomia, contribua para a qualidade de vida de todos os Açorianos e afirme a nossa cultura e as nossas tradições.

É para isso que trabalhamos. É por causa disso que sou do CDS.

Votos de um Feliz Natal e próspero Ano Novo.

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