Rui Martins, Deputado do CDS-PP Açores
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Começamos uma nova década, mas terminamos, ou não, um ciclo?

Este ano, lá para depois do Verão, haverá novamente eleições. Haverá novamente um rol de promessas. Haverá novamente um desfilar de arautos do trabalho feito, bem como de arautos da desgraça. Eu, por mim, não me incluo em nenhum. Considero que o mais importante é mostrar às pessoas que o trabalho dos políticos é, efetivamente, trabalhar. E trabalhar é identificar problemas, encontrar soluções e defendê-las em sede própria.

Não me encontro do lado dos que governam, assim como não me encontro do lado de quem apenas critica sem fazer nada para governar. No CDS defendemos valores. Temos princípios e convicções. As nossas propostas têm o propósito de fazer o que é preciso fazer. As nossas propostas são respostas aos problemas. Acreditamos que as soluções para os problemas dos Açorianos não podem esperar por círculos eleitorais ou uma alternância do poder numa região de maiorias de 20 anos. No CDS as soluções que apresentamos não são para o PS e não nos importa que depois, muitas vezes, reivindiquem a paternidade do que fazemos. As nossas propostas são para melhorar a vida das pessoas, dinamizar a nossa economia, e projetar o nosso futuro. É esse o nosso trabalho. É para isso que os partidos existem.

A meu ver, é obrigação dos políticos aproximar as pessoas do sistema eleitoral. Descodificar o significado de democracia representativa. Quem representa está mandatado para decidir, mas também deveria estar obrigado a abrir a porta e mostrar o que está a fazer…

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A sociedade está de certo modo saturada da política e dos políticos. O “edifício” da democracia, porém, não pode ruir. Talvez seja necessário mudar os intervenientes. Mas não é mudar por mudar, é conhecer quem nos representa e pedir-lhes contas.

Apesar de todos os deputados estarem obrigados a defender a Região, isso não é sinónimo de esquecer a ilha pela qual foram eleitos. Aliás, para mim, o desenvolvimento de qualquer ilha, independentemente do seu tamanho e população,é o desenvolvimento da Região.Nunca me ouvirão dizer que uma ilha em particular deverá ter determinada infraestrutura ou mais-valia, em detrimento de outra qualquer ilha. Cabe aos nossos eleitos defender as nossas gentes.

A defesa das nossas gentes faz-se todos os dias na nossa esfera de influência. Faz-se sempre e não apenas quando se aproxima um ciclo eleitoral e é preciso aparecer a escrever no jornal para ser lembrado…

Por isso, no CDS, consideramos que os problemas dos Açorianos não podem esperar por ciclos eleitorais e temos a obrigação de responder às suas dificuldades. É por isso necessário que todos e cada um de nós se inteirem do que os políticos andam a fazer. É necessário ver quem é que não desiste de arranjar soluções e não desiste de trabalhar, mesmo que com as sucessivas maiorias socialistas. Mas é por não desistir, que hoje, muitas das medidas que o CDS propôs são direitos dos Açorianos.

 

 

 

Considero que não há mil soluções para um dado problema, mas também é verdade que não há uma solução única. Por isso, não baixamos os braços e trabalhamos para que as soluções sejam mais justas, que vão ao encontro de mais pessoas e construam uma sociedade mais equilibrada e com perspetivas de futuro. Esse é o compromisso que os partidos políticos devem abraçar. Esse é o compromisso que os políticos devem alcançar. Esse é o compromisso do CDS e esse é o meu compromisso.

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