Rui Luís elege formação com um dos eixos estratégicos do Serviço Regional de Saúde

O Secretário Regional da Saúde destacou hoje, em Ponta Delgada, a formação enquanto estratégia do Serviço Regional de Saúde, apostando cada vez mais na multidisciplinaridade e numa maior abrangência territorial.

“Esta é uma aposta, materializa-se na própria conceção do Plano de Formação, em que foram ouvidas várias entidades no âmbito do Conselho Regional de Saúde, e a nossa intenção é, por um lado, torná-lo multidisciplinar, indo ao encontro das necessidades dos profissionais de saúde, mas também abranger um maior número de ilhas”, afirmou Rui Luís.

O Secretário Regional, que falava na sessão de abertura do Curso de Atualização de Virologia Clínica, sublinhou que a área da formação e da atualização dos profissionais de saúde é fundamental para a qualidade e segurança do serviço prestado à população.

“Este evento, acompanhado por videoconferência, é um exemplo da aposta que iremos fazer, porque entendemos que todos os profissionais de saúde, seja em que ilha estiverem, têm direito a formação e atualização clinica, pelo que queremos chegar ao maior número de pessoas“, frisou o titular da pasta da Saúde.

Esta é a primeira vez que o Curso de Atualização de Virologia Clínica, promovido pela Sociedade Portuguesa de Virologia, decorre nos Açores, nomeadamente no Hospital do Divino Espirito Santo.

Para Rui Luís, a realização do curso nos Açores representa o reconhecimento da associação nacional das condições existentes na Região para a realização desta ação, que tem por objetivo aprofundar conhecimentos de virologia aplicada às áreas clínicas ou de saúde pública.

“Gostaria de destacar o empenho e sensibilização de todos os profissionais de saúde ao nível da execução do plano de vacinação que, no caso particular do sarampo, permitiu que o vírus não tenha chegado à Região nos recentes surtos de 2017 e 2018, uma vez que as taxas de adesão à vacina VASPR nos Açores na população infantil é de 99%”, frisou o Secretário Regional.

Rui Luís enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pelo laboratório do Hospital do Divino Espírito Santo, por exemplo, na vigilância da gripe, durante a época gripal 2017/2018.

“Só com o desenvolvimento desse estudo é possível continuar a identificar os diferentes tipos de vírus da gripe e preparar e melhorar a época gripal do ano seguinte”, afirmou, acrescentando que “há trabalho feito nos Açores e temos provas dadas a esse nível”.