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O Secretário Regional da Saúde destacou hoje, em Ponta Delgada, a importância do papel dos profissionais de saúde como elos de ligação na sensibilização dos utentes para os malefícios do tabaco.

“Todos nós temos responsabilidades nesta matéria. O grande desafio que vos lanço é que colaborem todos na sensibilização e em todo o trabalho diário que é feito”, afirmou Rui Luís na abertura das XV Jornadas de Pneumologia em Medicina Familiar dos Açores e do Continente.

O titular da pasta da Saúde revelou preocupação em relação aos indicadores do consumo de tabaco e de incidência do cancro do pulmão na Região.

Os últimos dados relativos ao Registo Oncológico dos Açores, do Centro de Oncologia dos Açores, indicam que, entre os 1.100 novos casos de cancro diagnosticados por ano no arquipélago, 11% referem-se ao cancro do pulmão.

“Aquilo que estamos a fazer, nomeadamente no plano de ação de combate ao tabagismo, é ter algumas medidas relativamente à situação que se vive atualmente, mas também a pensar no futuro”, afirmou o Secretário Regional.

O Plano de Ação de Combate ao Tabagismo visa apoiar a cessação tabágica, evitar a habituação tabágica, proteger os não-fumadores da exposição ao fumo, monitorizar as condições de fabrico e de venda dos produtos do tabaco e diminuir a sua incidência.

Na vertente da dissuasão do consumo, Rui Luís adiantou que, em 2017, foi registado um aumento considerável na procura de consultas de cessação tabágica, com uma subida de 29%.

“Queremos fazer aumentar a formação dos profissionais de saúde para que haja cada vez mais consultas de cessação tabágica, porque há aqui um dado importante, cerca de 65% das pessoas vão às consultas por iniciativa própria e temos que ter resposta para isso“, salientou.

As consultas intensivas de cessação tabágica iniciaram-se em 2016, estando atualmente a decorrer em todas as unidades de saúde dos Açores, tendo-se realizado 2.800 atendimentos no ano passado.

“Identificámos situações em que não tínhamos recursos humanos suficientes para dar as consultas, conseguimos dar formação no segundo semestre de 2017 e retomar as consultas”, afirmou Rui Luís.

Ainda nesta área, reiterou o alcance da implementação do programa ‘Domicílios e Carros sem Fumo’, que chegou este ano letivo a 2.100 alunos do 4.º ano do Ensino Básico.

“O inquérito que foi feito, revela que 46% destes alunos estão expostos efetivamente ao fumo em casa e no carro por parte dos familiares”, alertou o governante, assegurando que o programa terá continuidade, abrangendo também as crianças do 3.º ano do 1.º Ciclo.

Os objetivos deste programa passam também por capacitar os alunos para se protegerem da exposição ao tabaco e por um segundo questionário para medir os impactos do programa, que será conhecido no decorrer deste ano.

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