Os Censos de 2011 davam conta de uma população de 246.772 residentes.

Numa região em que a agricultura, as pescas e o turismo predominam, a ilha de São Miguel, a maior parcela do arquipélago, gera grande parte do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o portal de análise dados estatísticos EyeData, desenvolvido para a agência Lusa, o poder de compra ‘per capita’ na região era, em 2015, de 85,52 (Portugal=100,22).

Em termos de PIB ‘per capita’, o arquipélago atingiu em 2017, segundo o Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia, os 68% do valor nacional, surgindo atrás da Madeira, com 73%, e à frente do Norte (65%) e do Centro (67%).

No arquipélago, composto por nove ilhas, a população com 65 ou mais anos representava em média no ano passado 14,39%, contra os 21,67% nacionais.

Em 2011, refere o EyeData, a população com mais de 15 anos com pelo menos o secundário era de 23,21% (30,53% no país).

Os Açores registam uma melhor ‘performance’ (quase 16%) do que o contexto nacional (perto de 14%) em termos de população com menos de 15 anos, sendo que o índice de envelhecimento é no arquipélago de 84 e no país de 149, segundo a edição de 2018 do “Retrato dos Açores” (portal Pordata), da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Em 2016, o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem era de 1.020.42 euros na região autónoma, quando a nível nacional se atingia os 1.108.56, de acordo com o EyeData.

Em 2013, os desempregados inscritos dos 15 aos 64 anos representavam 7,40%, quando a referência nacional era de 5,54%.

Outros dados estatísticos do “Retrato dos Açores” apontam que a taxa de inflação nos Açores (1,9%) é mais alta do que a nacional (1,4%), enquanto as despesas das câmaras municipais em cultura e desporto eram no ano passado superiores no arquipélago (11%) em termos comparativos com o valor nacional (10%).

No que toca à taxa de participação nas eleições legislativas nacionais de 2015, a abstenção nos Açores foi de 58,77%, enquanto a nível nacional se quedou nos 43,01%.

Nesse ano, de acordo com o Ministério da Administração Interna, o PS obteve 40,37% dos votos e o PSD 36,06%, seguindo-se BE (7,81%), CDS-PP (3,9%) e CDU (2,47%).

As restantes candidaturas ficaram abaixo de 1%.

Os Açores são tradicionalmente responsáveis pelos maiores valores de abstenção nos atos eleitorais em Portugal.