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O líder do grupo parlamentar do PS/Açores, Vasco Cordeiro, considerou hoje que a região precisa de se “chegar à frente”, de forma “urgente”, no apoio às famílias e empresas para mitigar os efeitos da crise inflacionista.

“A região precisa de se chegar à frente de forma urgente e decidida na criação de medidas de apoio para as famílias e para as empresas”, declarou Vasco Cordeiro, à saída de uma visita à empresa Damião Medeiros (Casa Cheia), em Ponta Garça, no concelho da Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel.

O também líder do PS/Açores considerou que “há medidas nacionais que foram criadas e que se aplicam na região, mas é importante que o Governo Regional também avance, o mais rapidamente possível, com medidas concretas”.

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“Algumas dessas medidas têm a ver com coisas tão simples como pagar os apoios que estão atrasados, como por exemplo nas linhas de apoio à manutenção do emprego, uma nota que de forma insistente nos tem chegado”, declarou o dirigente socialista.

Vasco Cordeiro reiterou que se deve proceder ao pagamento a fornecedores da administração pública regional, “chegando notícias que há fornecedores que desde meados do ano passado não receberam ainda aquilo que lhes é devido”.

O líder do grupo parlamentar do PS/Açores – que considerou que a autonomia dos Açores “deve também ser um fator para ajudar as famílias e as empresas para ultrapassar esses tempos desafiantes” – destacou ainda propostas apresentadas pelos socialistas como a medida de apoio ao aumento dos custos de produção das empresas.

Vasco Cordeiro lembrou também a medida relacionada com os custos de transportes de mercadorias e das matérias-primas para a região.

O objetivo é que seja criado um mecanismo que “possa garantir que, havendo uma ajuda ao transporte, o preço final dos produtos transformados, ou as mercadorias, se mantêm”.

O dirigente socialista destacou também a proposta que visa um apoio às empresas que vejam os seus encargos aumentarem com as remunerações dos trabalhadores, tendo-se estimado este custo na região em 6,5 milhões de euros.

Vasco Cordeiro referiu que, face ao aumento dos custos com a energia, “é preciso ter em conta que para além da subida que existe para os consumidores domésticos, o principal agravamento, de mais de 50%, tem a ver com a média tensão, as indústrias e o comércio”, sendo necessário desenvolver apoios neste capítulo.

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