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As reclamações no setor das comunicações registaram uma quebra de 30% no primeiro trimestre, face a igual período de 2021, para 27,5 mil, “mantendo-se em valores próximos” do período pré-pandémico, divulgou hoje a Anacom.

“As comunicações eletrónicas foram objeto de 19,3 mil reclamações (70% do total), menos 20% face ao primeiro trimestre de 2021”, refere a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), enquanto as relativas aos serviços postais, “8,1 mil (30% do total), caíram 46% em termos homólogos”.

De acordo com os dados, Lisboa lidera, por distritos, “com cerca de 35 reclamações por 10.000 habitantes”, seguida de Setúbal.

Por sua vez, Bragança e Guarda “são os distritos com menos reclamações por 10.000 habitantes (apenas oito)”, enquanto nas ilhas a taxa de reclamação foi de 13 na Madeira e 12 nos Açores.

“A demora ou reparação deficiente de falhas nos serviços foi o motivo mais reclamado pelos utilizadores de serviços de comunicações eletrónicas, representando 15% das reclamações do setor no trimestre e dominou em todos os prestadores – mencionada em 19% das reclamações contra a Nowo, 18% nas reclamações contra a Vodafone, 14% nas reclamações contra a NOS e 13% nas reclamações contra a Meo”, salienta a Anacom.

A Vodafone Portugal foi “o prestador que registou mais reclamações em termos absolutos (36% do total) e por mil clientes (2,9 reclamações), além de ter sido o único operador que viu aumentar o número de reclamações no período em análise (2%)”, prossegue o regulador.

Esta evolução negativa, adianta o regulador, “poderá estar relacionada com as queixas relativas aos tarifários que impõem a ativação automática de pacotes de dados móveis e os pedidos de reembolso dos valores cobrados por esta ativação, na sequência da decisão do Supremo Tribunal de Justiça desfavorável à Vodafone nesta matéria, bem como com o ataque informático que este prestador sofreu em fevereiro deste ano”.

A NOS ocupa o segundo lugar em termos de serviços mais reclamados no período em análise, “com 31% do total de reclamações do setor e 2,3 reclamações por mil clientes”, sendo que a Meo (Altice Portugal) “foi responsável por 29% das reclamações”, registando 1,1 reclamações por mil clientes.

A Nowo motivou 3% das reclamações e foi “o prestador que registou a maior diminuição (-38%), seguida da Meo (-34%) e da NOS (-22%)”.

Nos serviços postais, os CTT foram alvo de 7,1 mil reclamações no trimestre, o que representa uma queda de 42% face ao período homólogo, “mas são responsáveis por 87% das reclamações do setor”.

A DPD foi o segundo prestador postal mais reclamado, “com 6% das reclamações totais, mas que caíram 70% face ao número registado no período homólogo”.

O conjunto de outros prestadores menos reclamados (UPS, General Logistics, Ibercourier, DHL, entre outros) representou “ao todo 7% das reclamações registadas e também viu diminuir as reclamações neste período, em 55%”, adianta a Anacom.

A falta de tentativa de entrega no domicílio foi o principal motivo das reclamações nos serviços postais (19% do total) em todos os prestadores postais, mas “viu diminuir o seu peso no primeiro trimestre de 2022 (-6 pontos percentuais)”.

Nos CTT, “aumentaram sobretudo as reclamações sobre o desalfandegamento de objetos postais (+8 pontos percentuais)”.

A informação relativa à evolução das reclamações no primeiro trimestre é divulgada hoje pela Anacom, “num novo formato, interativo e que apresenta maior dinâmica e mais detalhe”, sendo que “o objetivo é facilitar o acesso a mais e melhor informação”.

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