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A Diretora Regional dos Recursos Florestais revelou hoje que já foram plantadas cerca de 178 mil plantas nas áreas de corte de madeira na ilha de São Miguel, apostando-se muito nas espécies endémicas junto às linhas de água.

“Estamos a falar em 50 hectares, onde foram plantadas cerca de 178 mil plantas. Quase 114 mil são resinosas, 35 mil folhosas e 29 mil espécies endémicas”, adiantou Anabela Isidoro, que falava no final da visita a uma plantação de endémicas no concelho do Nordeste.

A Diretora Regional estimou que, até ao final da época de plantação, que se prolonga até março/abril, se atinja uma área total de 71 hectares, com criptomérias, endémicas, folhosas e resinosas.

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“O reordenamento florestal conseguido com a reflorestação já efetuada permitiu reduzir para metade os povoamentos puros de criptomérias”, frisou a Diretora Regional, acrescentando que se passou a ter povoamentos puros de outras resinosas, folhosas e endémicas e 32% da área foi reflorestada com povoamentos mistos (mistura de espécies).

Anabela Isidoro salientou que se trata de um trabalho difícil, feito em terrenos acidentados, mas que está a correr muito bem, referindo que uma equipa consegue plantar, por dia, cerca de 700 endémicas, 1.750 folhosas e 2.450 criptomérias.

A utilização de espécies endémicas e de espécies folhosas em áreas de maior declive e nas linhas de água permitirá, segundo a Diretora Regional dos Recursos Florestais, melhorar a gestão do solo e da água, prevendo-se ainda um impacto muito positivo ao nível da fauna e da restante flora endémica, com a criação de autênticos corredores ecológicos.

A produção de espécies endémicas, que teve um grande impulso ao nível da investigação e das técnicas de produção a partir de 2009, tem atualmente a finalidade de responder a necessidades dos projetos da administração pública regional ou onde esta colabora, tais como a florestação no âmbito do plano de ordenamento da bacia hidrográfica da Lagoa das Furnas e o projeto LIFE+ Terras do Priolo, entre outros.

A Região tem 18 viveiros florestais que ocupam cerca de 26 hectares.

A Diretora Regional salientou também que todo o perímetro florestal na ilha de S. Miguel tem a gestão certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), pelo que a criptoméria resultante desta exploração florestal pode ostentar esse rótulo, que atesta as boas práticas florestais em execução e é reconhecido internacionalmente.

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