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O jovem micaelense Rafael Botelho terminou a 40º edição do Rally Santa Maria na quarta posição. A prova organizada pela Secção de Automobilismo e Karting do Clube Asas do Atlântico, decorreu nos dias 13 e 14 de agosto na Ilha de Santa Maria e contou com 32 concorrentes. Atendendo às dificuldades logísticas esta edição contou com um número menor de participantes comparativamente a anos anteriores.

A acumulação de pontos para o Campeonato dos Açores de Ralis e a contínua adaptação ao Skoda R5 em pisos de asfalto foram os principais objetivos de Rafa. A preparação da prova foi bem efetuada e os cronos registados no shakedown abriram boas perspetivas para a competitividade pelos lugares cimeiros ao longo da prova. Na tarde de sexta feira a dupla do Skoda Fabia vinha com um bom ritmo no primeiro no troço, mas numa zona suja teve um acidente que para além de ter danificado a parte de trás do carro checo, abalou muito a confiança de Rafa e relegou-o para fora da luta dos lugares do pódio. Ao longo da manhã de sábado o objetivo foi voltar a ganhar conforto e, sobretudo, voltar a acreditar no seu potencial, passo que felizmente foi conseguido dar nas especiais da parte da tarde em que Botelho registou tempos próximo dos da frente, numa altura em que a luta pela vitória na prova estava renhida. O quarto lugar era a classificação desejada após o infortúnio do primeiro troço e a através de uma boa recuperação Botelho e Raimundo fecharam Santa Maria no quarto lugar e com importantes pontos na luta do pódio do CAR 21.

A dupla habitual, Rafael Botelho e Rui Raimundo, levou nas portas do R5 o número 3 e Rafa acabou o seu 51º rali consecutivo. O próximo desafio é o Azores  Rally, a acontecer nos dias 16, 17 e 18 de setembro na ilha de São Miguel.

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Para Rafa:

Embora fosse apenas o segundo rali em asfalto com o Skoda as perspetivas eram boas e apesar do acidente de sexta-feira, sinto que o balanço é positivo. Em circunstâncias normais a diferença por quilómetro para os mais rápidos baixou substancialmente face ao Rali da Terceira que foi em asfalto e isso deixa-me satisfeito, porque demonstra que estou a ir na direção certa. O objetivo inicial era, como sempre, fazer o melhor possível, sabendo da competitividade que ia existir e tirar partido de conduzir um carro da última geração. Preparamos muito bem a prova e sabíamos onde podíamos ser mais fortes, como também onde íamos perder para os nossos adversários. Infelizmente, não temos referências oficiais do primeiro troço em circunstâncias normais, mas acredito que vínhamos muito bem. No entanto, numa travagem mais suja o carro passou-se e fomos literalmente passageiros até ele bater no primeiro muro que encontrou. Felizmente, o embate foi com a traseira e embora tenha danificado severamente o sistema de escape foi, graças a um trabalho fenomenal da minha equipa e da The Racing Factory, possível continuar em prova. Confesso que a minha confiança ficou abala e a manhã de sábado foi muito dura porque o receio de voltar a ter um despiste foi grande. Felizmente da parte da tarde conseguir desamarrar-me desse medo e voltar a níveis perto dos que estavam no inico da prova, fazendo bons tempos, perto dos mais rápidos que é onde quero chegar assim que possível. Não posso de deixar de agradecer o apoio incondicional de todas as pessoas que me apoiaram, sobretudo na sexta feira. É um rombo no meu orçamento para a restante época, mas estamos já a trabalhar para que a participação no Rally dos Açores seja uma realidade e seja possível continuar a minha evolução e dar notoriedade a todos os meus patrocinadores. Como não interessa a maneira como se cai, mas sim a maneira como se levanta, estou extremamente motivado e otimista para o próximo desafio.

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