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A quarta prova do Campeonato dos Açores de Ralis, o “XXXVIII Rallye Além Mar Santa Maria” que decorreu na Ilha da Santa Maria nos dias 9 e 10 de Agosto, foi um rali muito difícil para a dupla da Rafa Motorsport.

O Rali organizado pela Secção de Automobilismo e Karting do Clube Asas do Atlântico, que foi disputado debaixo de uma forte intempérie, contou com uma extensa lista de pilotos, que evoluíram nos rápidos e técnicos troços da ilha do Sol e deram espetáculo numa “Super Especial”, nas principais artérias de Vila do Porto que, contou, novamente, com imenso público. Tal como tem vindo a ser hábito nos últimos tempos, esperava-se um ritmo forte entre as viaturas de tração simples, tendo em conta a evolução e rapidez dos vários pilotos presentes.

Rafa entrou com bom ritmo desde do primeiro quilómetro de sexta-feira, mas apesar de todo o esforço para não ficar longe da concorrência, cedo se apercebeu que ia ser um rali difícil, quer pelas escolhas difíceis de pneus, pela falta de iluminação auxiliar no carro, entre outros pormenores. Ao longo do dia de sábado Rafa e Raimundo realizaram uma prestação empenhada, mas inúmeras dificuldades em arranjar um compromisso eficaz para o desempenho na chuva, comprometeram aquilo que se esperava ser um rali positivo.

Contas feitas, a dupla do Citroen DS3 R3T que esta prova levou nas portas o número 4, venceu o grupo RC3, 6º lugar 2RM, o 8º lugar absoluto e terminou o seu 44º rali consecutivo.

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Para Rafa, “ foi um rali difícil e não posso esconder o meu desânimo por esta má exibição, condicionada por diversos factores. Apesar de todo o trabalho realizado na preparação de mais esta prova e mesmo preparados para a chuva, nunca consegui dar a volta por cima e reagir às adversidades. Cedi muito tempo. Na super especial que se realizou de noite, fruto da anulação da primeira, não levei luzes auxiliares, o que dificultou a prestação. No sábado foi a lotaria dos pneus. Em vários troços havia muita água e os nossos pneus de chuva não foram capazes de escoar toda a água, criando momentos de verdadeira aflição dentro do carro. Analiso isto como uma terapia de choque, e apesar do pessimismo, saio desta prova plenamente consciente das melhorias que tenho de fazer na condução à chuva e, sobretudo, a necessidade de encontrar um melhor compromisso na viatura para estas condições complicadas. Sei que qualquer carreira é feita de altos e baixos, felizmente a minha tem sido sempre evolutiva. Estou, efectivamente, a atravessar o meu pior momento, e tem sido tempos dolorosos, mas dos fracos não reza a história e o meu objectivo é dentro em breve voltar às boas exibições e resultados.”

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