Pub

O Governo dos Açores prevê investir, em 2023, mais de 63,5 milhões de euros na Qualificação Profissional e Emprego, para promover a integração laboral de “jovens, desempregados mais desfavorecidos, com baixas competências ou longa duração”.

“Formar para empregar é o compromisso. Até ao final de 2022, vai estar concluída a implementação do novo Gabinete de Orientação Vocacional e Profissional (GOVP), uma nova e ambiciosa resposta individualizada aos jovens que não estudam, não trabalham nem frequentam formação, bem como aos desempregados com fragilidades sociais ou de longa duração”, explicou a secretária regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego.

Maria João Carreiro, que integra o executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, falava no plenário da Assembleia Legislativa, onde o Plano e Orçamento Regionais para 2023 estão em debate desde segunda-feira.

A intenção, explicou, é a “capacitação e reconversão” destes jovens e desempregados “para os setores que estão a recrutar”.

A secretária regional revelou ainda que “acaba de ser criado o ‘Azores Digital’, de apoio financeiro à formação de excelência na área tecnológica e dos recursos digitais”.

“Estão disponíveis, em 2023, 400 mil euros, para investir na empregabilidade da população ativa, face à crescente procura de recursos humanos nas áreas da cibersegurança, da linguagem de programação, da análise de dados ou ‘business intelligence’”, esclareceu.

Maria João Carreiro notou que “os Açores estão a registar, desde maio, o desemprego mais baixo dos últimos 12 anos, período em que se considerava que a região estava em pleno emprego”.

“Em outubro, estavam inscritos no Centro de Qualificação e Emprego 5.620 açorianos, menos 1.387 desempregados do que em mês homólogo de 2019”, observou.

Por outro lado, “nunca como agora houve tantos desempregados colocados em ofertas de emprego”, disse a governante, especificando que, de janeiro a outubro, “foram colocados 2.254 desempregados no mercado de trabalho, mais 37% do que em igual período de 2019, ano de referência do período pré-pandemia”.

“O desemprego jovem atingiu mínimos históricos em outubro, mês em que se registavam 777 jovens desempregados, menos 25% do que em outubro de 2019”, vincou.

Se, “entre janeiro e outubro de 2019, foram colocados 3.269 desempregados em programas ocupacionais”, em período homólogo de 2022 “foram colocadas 2.390 pessoas, o que significa uma variação de menos 28%”, acrescentou.

Na Juventude, vão ser investidos mais de 1,5 milhões de euros e vai ser criado o Apoio a Atividades Formativas e Vocacionais de Jovens em Risco em Contexto de Programas Educativos Adaptados – O RE(AGE), bem como o Apoio ao Empreendedorismo, Criatividade e Talento Jovem – O AECT, “dois programas para estimular a inclusão e a criação juvenis”.

Através do Observatório da Juventude dos Açores, vão ser lançadas as bases do Plano Regional para a Literacia e Participação Democrática Jovem, a apresentar em 2023, “para dinamizar a participação juvenil na vida pública”.

Sandra Dias Faria, deputada do PS, ressalvou que o atual governo optou pela “manutenção de programas que vinham de anteriores governos [do PS]” e alertou para o corte de 33 milhões de euros na qualificação profissional.

Por seu lado, Joaquim Machado, do PSD, assinalou que a taxa de desemprego dos Açores “é a mais baixa dos últimos 14 anos”, algo que “o PS tem dificuldade em aceitar”.

“Há mais emprego e mais emprego estável”, assegurou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou na segunda-feira a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

Pub