Psicólogos querem plataforma que registe intervenção praticada nas escolas

A Ordem dos Psicólogos defendeu hoje no parlamento a criação de uma plataforma de registos dos atos praticados nas escolas por estes profissionais, à semelhança do que já existe na área da Saúde.

De acordo com a informação transmitida aos deputados da Comissão de Educação e Ciência, a medida sobre a intervenção dos psicólogos em contexto educativo assemelhar-se-ia a um modelo existente na área da Saúde (SClínico) e melhoraria a eficácia do trabalho destes profissionais.

Durante uma audição na comissão parlamentar, o bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, reclamou igualmente a criação de um regime de habilitação próprio para a docência da disciplina de Psicologia por psicólogos.

Para a Ordem é “inaceitável” que a disciplina continue “a não poder ser lecionada por psicólogos”. A estrutura considera que estes são os profissionais com “o conhecimento científico para o fazer”.

Os psicólogos pretendem também ser integrados no apoio aos professores tutores, no âmbito das medidas de combate ao insucesso escolar adotadas pelo Ministério da Educação.

Insistem igualmente numa alteração ao sistema de contratação anual, por forma a serem contemplados pela abertura de lugares nos quadros.

“A necessidade de psicólogos em contexto educativo é reforçada pela prevalência das perturbações mentais, dos problemas de comportamento e sociais, que afetam um em cada cinco crianças e jovens”, sustenta a Ordem num documento em que define prioridades.

No mesmo texto alega que, de acordo com “as evidências científicas”, os ganhos económicos com a intervenção psicológica podem ser “até 17 vezes superiores aos valores investidos”.