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O PSD/Açores questionou esta sexta-feira o Governo Regional sobre “a exclusão” das ilhas de São Miguel, Santa Maria e Graciosa na programação de “uma eventual reabertura do transporte marítimo de passageiros e viaturas” este ano.

Citado numa nota de imprensa do partido, o deputado social-democrata açoriano João Bruto da Costa, eleito pela Graciosa, refere-se ao anúncio recente do executivo socialista do “cancelamento do fretamento sazonal de navios para o verão” deste ano.

Segundo a secretária regional dos Transportes e Obras Publicas, Ana Cunha, se a Autoridade de Saúde o permitir, as ligações marítimas poderão ser retomadas, de acordo com o horário de verão da transportadora Atlânticoline e “recorrendo à sua frota própria, realizando a operação entre Faial, Pico, São Jorge e Terceira, bem como a operação entre as ilhas das Flores e Corvo”.

João Bruto da Costa sublinha que se “vai novamente excluir a Graciosa da operação, já que a ilha não integra a linha Lilás, que percorre o Grupo Central” dos Açores.

Esta linha liga Angra do Heroísmo (Terceira) à Horta (Faial), com passagem pela Calheta de São Jorge.

“A Graciosa poderá ficar totalmente isolada no transporte marítimo de passageiros e viaturas, caso este se possa vir a concretizar ainda este ano”, alertou ainda o social-democrata, perspetivando que “o mesmo” suceda “com a ausência de qualquer programação ou soluções para as ligações entre São Miguel e Santa Maria, o que considerou ser “igualmente inaceitável”.

O deputado do PSD/Açores no parlamento açoriano considera, por isso, que o Governo Regional deve explicar também “se está disponível para apresentar um plano que assegure ligações para as referidas ilhas, caso estas sejam possíveis no restante arquipélago”.

“Acresce a tudo isso a aparente intenção de, mesmo sem alternativas, o Governo [Regional] continuar a não alargar a linha Lilás da Atlânticoline à ilha Graciosa, como lamentavelmente vem acontecendo”, sustenta.

João Bruto da Costa recorda que “a justificação apresentada para a não escala da linha Lilás na Graciosa baseou-se sempre na existência da alternativa e no suposto reforço de toques dos navios fretados para a época estival o que, manifestamente, não será agora sustentável”.