André Ventura foi recebido com aplausos pelos cerca de 50 apoiantes e militantes partidários na ampla sala de um hotel lisboeta, falando em penúltimo lugar dos concorrentes a chefe de Estado, imediatamente antes do vencedor do sufrágio, Marcelo Rebelo de Sousa, e escusou-se a responder a perguntas dos jornalistas, num primeiro momento.

“Não há segundas-vias depois desta noite. Hoje ficou claro em Portugal e para a Europa e para o Mundo que não haverá Governo em Portugal sem que o Chega seja parte fundamental. Não há volta a dar. PSD, ouve bem, não haverá governo em Portugal sem o Chega!”, gritou.

O líder do partido da extrema-direita parlamentar felicitara antes a reeleição do Presidente da República, desejando-lhe um “segundo mandato, com dignidade, respeito por Portugal e pelos portugueses de bem e que marque uma rutura face ao seu primeiro mandato”.

“Foi uma noite histórica para a direita em Portugal, que se reconfigurou completamente”, congratulou-se, sublinhando os cerca de meio milhão de votos angariados e a oportunidade aproveitada por esta “força antissistema” para “furar o bloqueio habitual”.

O deputado único e líder do partido da extrema-direita parlamentar anunciou também a sua demissão da liderança da recém-formada força política para voltar a dar a palavra aos militantes em relação à continuidade como “homem do leme”, uma vez que falhou o objetivo a que se tinha proposto: ficar em segundo lugar e, idealmente, obrigar à disputa de uma segunda volta eleitoral.

“Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal. Esta candidatura teve mais votos do que o PCP de João Ferreira, do que o BE de Marisa Matias e do que a Iniciativa Liberal de Tiago Mayan, todos juntos”, exaltou ainda, recebendo em troca gritos de apoio: “Ventura, Ventura, Ventura”.