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O orçamento e plano para 2019 do concelho de Lagoa, não mereceu a confiança do PSD, nem no executivo camarário nem na assembleia municipal, em causa estão demasiadas situações que no entender dos sociais-democratas, não ficaram acauteladas neste documento.

O PSD reconhece alguma coerência deste orçamento, com anteriores, no entanto esta coerência apenas serve para perpetuar problemas que em outros anos já se verificaram.

Assim, o PSD apresentou em reunião de câmara e de assembleia, um conjunto de chamadas de atenção à maioria socialista, que condicionaram o voto social-democrata, como sejam, a falta de rigor, de transparência e de igualdade de tratamento entre empresas do concelho, enquanto prestadores de serviços e fornecedores de bens, situação esta que tem provocado constrangimentos e dificuldades a várias empresas do concelho.

Em matéria de coesão territorial, nos investimentos realizados e a realizar nas diversas freguesias, o PSD tem verificado que para além de terem existido no passado situações em que claramente algumas freguesias mereceram mais atenção da câmara, do que outras, o orçamento para 2019 apresenta o mesmo perfil de atuação, situação esta que alimenta bairrismos e castra a atividade e projeção principalmente das freguesias mais rurais.

No orçamento aprovado pelo PS, verifica-se que em relação à política de juventude para a Lagoa, esta resume-se apenas e somente ao orçamento participativo jovem. Apesar do PSD achar que é uma ferramenta importante, com muito ainda por fazer, não poderá ser o mais importante nesta área, e muito menos a única proposta quanto à temática da juventude.

Neste sentido o PSD Lagoa através dos seus deputados eleitos questionou a presidente de Câmara quanto à politica de juventude nas áreas da habitação e respetivos incentivos para jovens e casais, questionando-se ainda, qual será o incentivo para a fixação de casais jovens nas freguesias rurais, sendo que a estas questões foram dadas respostas pouco esclarecedoras.

Ainda dentro da área da juventude foi também questionado onde estavam as medidas de prevenção e combate às dependências, assim como ao fomento cultural das organizações juvenis, as mais próximas dos jovens e por excelência os melhores interlocutores nestas e noutras questões. Mais uma vez assistimos a um discurso redundante e sem qualquer resposta objetiva quer para o PSD, quer especialmente à juventude lagoense.

Outra temática que mereceu a intervenção do PSD, foi a promoção da cultura no concelho, tendo sido manifestado o descontentamento relativamente à condução deste tema ao longo dos anos, onde a maioria socialista tem promovido os eventos que bem entende, sem auscultar os agentes culturais locais, remetendo-os para eventos de menor promoção, enquanto enaltece e investe quantias exorbitantes em eventos que contam como cartaz, figuras fora do nosso meio, com a adesão residual da nossa população aos mesmos, ao mesmo tempo que os autores da atividade cultural do concelho, que durante muitos anos promoveram o teatro, literatura, pintura, escultura, fotografia, etc., vão pouco a pouco perdendo expressão e até desaparecendo, mesmo com os apoios públicos realizados, que apenas servem para silenciar as organizações e escravizarem os seus elementos.

A falta de um verdadeiro plano de promoção turística que envolva empresas de restauração e hotelaria, equipamentos municipais e religiosos e agentes culturais, devidamente promovidos por roteiros turísticos e temáticos, é um tema que no entender social-democrata, merece grande reflexão e medidas urgentes e objetivas, uma vez que os socialistas tentam mostrar a todo o custo que essa é uma bandeira da sua governação, bandeira esta, que ao longo dos anos nunca deixou de estar a meia haste.

Outro assunto que está na agenda mundial e que no entender do PSD Lagoa, o município de Lagoa não tem valorizado o suficiente, são as iniciativas de ordem ambiental, uma vez que a Lagoa sendo um dos concelhos dos Açores onde menos se sente o envelhecimento da população, e pela sua reduzida dimensão geográfica e considerável concentração populacional, apresenta condições favoráveis à implementação de verdadeiras politicas ambientais.

Foi ainda apontada a inexistência de preocupações na formação da população, mais concretamente da população adulta, nomeadamente sobre as novas tecnologias, cada vez mais presentes e necessárias na nossa sociedade. Esta situação apresenta-se mais premente num município que pretende dar um enfoque tão grande no digital como meio de interação, assim a capacitação de todos os seus munícipes deveria ser uma das suas preocupações.

Outra das situações que também já tem sido levantada pelo PSD, é a necessidade de revisão de inúmeras taxas e tarifas praticadas pelo município, uma vez que as atuais não promoverem uma igualdade de tratamento a todas as famílias, associações e empresas do concelho.

Critica também feita à maioria socialista, é o facto de que atualmente a nossa região apresenta um período de mais alguma confiança por parte dos agentes económicos e que a Lagoa, com as suas enormes potencialidades, não tem tirado o devido proveito disso, deixando assim o concelho permanentemente exposto aos ciclos económicos.

Critica que o PSD vem fazendo ao partido socialista é também o facto de atualmente governar-se na Lagoa, numa base de gestão de resultados eleitorais e promoção de carreiras politicas, situação esta que desagrada os sociais-democratas, que em todo este mandato e nos diversos órgãos, tem sempre mostrado disponibilidade, abertura e maturidade, no objetivo de se construírem soluções que melhor se adequam ao concelho da Lagoa.

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