PSD diz que Governo dos Açores não executou 36 ME na agricultura nos últimos quatro anos

O PSD acusou hoje o Governo dos Açores de não ter executado nos últimos quatro anos 36 milhões de euros do investimento agrícola que prometeu, situação que considera dizer tudo quanto à credibilidade dos documentos orçamentais.

“Nos últimos quatro anos, o Governo [Regional] não executou 36 milhões euros do investimento agrícola que prometeu nos planos regionais. Isto diz tudo quanto à credibilidade deste tipo de documentos”, afirmou o deputado social-democrata António Almeida, na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial, no âmbito do debate das propostas de Plano e Orçamento regionais para 2018.

Antes, António Almeida assinalou que “os piores preços de leite à produção da União Europeia e uma grande fragilidade do rendimento dos produtores de leite marcam a realidade do mais importante setor económico dos Açores”, sustentando que também “não é com este Plano, igual a todos os outros, que se ultrapassa esta realidade, nem se reconhecem novas soluções emergentes para a agricultura” do arquipélago.

Para António Almeida, “se o Governo Regional continuar a apoiar investimentos em produtos agrícolas de baixo valor e a sua venda em mercados convencionais contribuirá para manter baixo o rendimento dos produtores e será obrigado a procurar apoios públicos para compensar essa situação”.

“Os problemas da agricultura açoriana e dos seus agricultores não se resolvem com charme e cortesia, mas com estratégia sustentada, medidas concretas, com o financiamento certo e com pagamentos a tempo e horas às indústrias e aos agricultores, investimentos viáveis, na dimensão correta, orientados para um mundo em constante mudança, sem ceder a interesses instalados, e isso não está a acontecer”, acrescentou o parlamentar social-democrata.

A deputada socialista Mónica Rocha considerou, por outro lado, que “o Governo dos Açores, com o apoio do PS, apostou em consolidar a sustentabilidade, competitividade e crescimento de todos os setores, do leite à carne, da horticultura à vinicultura, do mel às flores e à floresta”.

Apontando o Centro Açoriano de Leite e Laticínios ou o Centro de Estratégia Regional da Carne, Mónica Rocha salientou que o investimento para 2018 no setor “dá clara prioridade à melhoria das condições de trabalho, a um rendimento mais justo e a um futuro mais seguro e estável” para os agricultores.

“O reforço da verba inscrita na modernização das explorações agrícolas e das infraestruturas a elas associadas em mais de três milhões de euros visa potenciar uma melhor gestão e manutenção da estrutura de custos, de modo a assegurar as mais-valias entre qualidade e preço final”, exemplificou.

Mónica Rocha admitiu, contudo, ser “prioritário potenciar toda a cadeia de valor que sustenta a produção, permitindo ao produtor receber o justo valor do seu trabalho”.

“Este apoio tem especial influência no setor leiteiro, um setor que, apesar de dar sinais de retoma económica, ainda está longe de responder às legítimas expectativas de todos os seus intervenientes”, reconheceu, para adiantar que o grupo parlamentar do PS “está seguro de que as medidas materializadas neste plano são fundamentais e estruturantes para a construção de uma estratégia eficaz e competente no incremento das exportações, na criação de emprego e no fomento da coesão regional”.

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