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O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, disse que a campanha para as eleições regionais deste mês está centrada no programa eleitoral social-democrata e criticou o PS por “manipular a verdade” quanto às propostas do PSD.

“Neste final da primeira semana de campanha eleitoral também é justo fazer um balanço de um desgaste de um governo já sem ideias, porque uma parte concentrada da atuação do Partido Socialista, partido do governo, é com base no programa eleitoral do PSD”, declarou José Manuel Bolieiro aos jornalistas.

O líder do PSD açoriano falava na freguesia da Salga, concelho de Nordeste, onde realizou uma ação de rua, integrada na campanha eleitoral para as regionais de 25 de outubro.

O cabeça de lista dos sociais-democratas pelo círculo de São Miguel criticou a atuação do Partido Socialista, que diz estar a “tentar confundir” o eleitorado, procurando “manipular a verdade” quanto às propostas do PSD.

“O que é que anda a fazer o Partido Socialista? Uma campanha pelas redes sociais a dar a entender de que se trata de um tira-teimas imparcial quando, na verdade, é o PS a querer apreciar aquilo que o PSD faz, manipulando, e isso é inaceitável”, afirmou.

O PS/Açores tem publicado nas redes sociais um segmento de vídeos intitulado ‘tira-teimas’ onde alegadamente é verificada a veracidade das declarações dos candidatos de outros partidos.

O antigo autarca da Câmara de Ponta Delgada disse esperar um “recentramento da campanha eleitoral”, porque, defendeu, o “que se espera de uma campanha eleitoral” é apresentação de propostas dos diferentes partidos.

“Eu não tenho estado a ser crítico das propostas do PS, eu tenho sim afirmado, porque eu sou assim, eu faço política pela positiva, que tenho um projeto alternativo para explicar ao povo ao que vamos”, acrescentou.

O presidente do PSD/Açores disse que o partido tem sido o “centro” das atenções por apresentar “novidades” e por “ser uma verdadeira alternativa” à governação socialista da região.

Sobre as propostas do PSD, José Manuel Bolieiro disse não existir uma contradição entre a intenção de desgovernamentalizar e a proposta de criação de novas entidades, porque o objetivo do partido é garantir a “isenção, imparcialidade e objetividade em determinadas instituições que hoje existem sob o domínio do governo”.

Essa desgovernamentalização, considerou, é “urgente” e “importante” para a democracia na região.

“As instituições que proponho elas existem sobre o domínio e a tutela governativa e o que eu proponho é que elas funcionem de forma desgovernamentalizada”, apontou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

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