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O PSD defendeu hoje a importância da “estabilidade governativa” do executivo dos Açores, considerando que os açorianos “não entenderiam” que, num momento de “incerteza económica e social”, devido ao aumento da inflação, se “juntasse a incerteza política”.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o líder do Governo dos Açores na sede da Presidência em Ponta Delgada, o vice-presidente do PSD/Açores Luís Maurício realçou a importância da “estabilidade governativa” na região.

“Os açorianos não entenderiam que, a uma incerteza económica e social, que decorre de uma guerra inesperada e daquilo ela determinou, nomeadamente em termos de inflação e do aumento dos custos de produção, se juntasse uma incerteza politica”, declarou.

O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), o social-democrata José Manuel Bolieiro, está hoje a receber os partidos políticos a propósito da elaboração das antepropostas de Plano e Orçamento para 2023, que devem ser discutidos em novembro na Assembleia Regional.

Luís Maurício reforçou que a “importância da manutenção da estabilidade governativa” também decorre da necessidade de aproveitar os “fundos muitos importantes”, provenientes do Programa Operacional 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Não é um aviso a ninguém em particular. Cada um assume as suas responsabilidades. O PSD assume as suas responsabilidades de partido liderante da coligação do governo”, insistiu.

O social-democrata reiterou a “importância” de o Governo dos Açores cumprir os “objetivos” das Orientações a Médio Prazo 2021-24 (programa que os executivos açorianos têm de apresentar no inicio da cada legislatura).

Luís Maurício defendeu que o Plano e o Orçamento da região para 2023 devem manter o “diferencial fiscal” atualmente em vigor na região e a Tarifa Açores, que permite aos residentes viajar de avião a 60 euros entre ilhas.

O social-democrata considerou que o Governo Regional deve apresentar um “Orçamento de responsabilidade social” para 2023, para mitigar as dificuldades sentidas pelas famílias e pelas empresas.

O vice-presidente do partido no arquipélago acrescentou que as medidas anunciadas pelo Governo da República para combater os efeitos da inflação “devem ser extensíveis” à região: “Isso, para nós, é uma certeza”, vincou.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

O Governo Regional depende do apoio dos partidos que integram o executivo, da IL, do Chega e do deputado independente para ter maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional.

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